Fachin: polarização exige firmeza e ética na Justiça
Fachin: polarização exige firmeza e ética na Justiça

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (19) que o atual contexto de polarização política exige do Judiciário demonstrações diárias de 'firmeza' e de compromisso com a igual dignidade para todas as pessoas. Durante o seminário 'A Justiça do Amanhã', realizado no Rio de Janeiro, Fachin também defendeu que, sem ética, o futuro é apenas 'uma versão refinada de retrocesso'.

Imparcialidade e firmeza

'Imparcialidade não se confunde com indiferença. É preciso caminhar com firmeza, mas do lado da serenidade', declarou o ministro durante o evento organizado pela República.org, pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e pelo Museu do Amanhã.

Fachin complementou: 'Um futuro sem ética é apenas uma versão refinada de retrocesso. Dentro da Justiça, estamos diante da questão de saber se seremos capazes de deixar um legado de instituições mais sólidas, éticas e confiáveis. Essa é uma pergunta desafiadora'.

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Analogia com a deusa Têmis

Ao abordar os desafios dos próximos 75 anos do século XXI, Fachin fez uma analogia com a imagem clássica da Justiça, representada pela estátua da deusa Têmis, símbolo do equilíbrio, da imparcialidade e da autoridade das instituições.

'Talvez agora precisemos de olhos bem abertos para enxergar realidades complexas que os autos e os números nem sempre conseguem revelar. Talvez, em vez da espada, precisemos da mão estendida para recordar que a finalidade da Justiça é construir possibilidades de convivência', afirmou o presidente do STF.

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