Endrick: de menino 'espoleta' em Goiás a destaque na Seleção
Endrick: de menino 'espoleta' em Goiás a destaque na Seleção

O atacante Endrick, atual camisa 19 da Seleção Brasileira e grande promessa para o confronto contra o Haiti nesta sexta-feira (19), iniciou sua trajetória no futebol em Goiás. Em entrevista à TV Anhanguera, a empresária e ex-treinadora Marília Rocha relembrou os primeiros passos do jogador na escolinha Gol de Letra, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.

Primeiros passos em campo

Marília descreveu o menino Endrick como um 'espoleta' desde os 4 anos de idade. "Coloquei o Endrick no campo e ele era um ‘espoleta’. Ele era muito custoso. Ele não tinha medo, ele era destemido, ele corria o campo inteiro. Eu vi muita garra, muita força, muita energia", contou. Nascido em Taguatinga (DF), Endrick passou parte da infância em Goiás, onde seu talento começou a brilhar.

Insistência do pai e apoio da treinadora

A entrada de Endrick na escolinha só foi possível graças à insistência do pai, Douglas Sousa, que superou a pouca idade do menino. Marília inicialmente hesitou: "Nessa época eu não trabalhava com atletas tão novinhos, mas o Douglas levou o Endrick até a minha escola e pediu uma oportunidade. Logo de início, eu pensei: 'não, ele é muito novo, ele vai chorar', pelo fato de treinar com os meninos mais velhos". A mensalidade de R$ 20 era um obstáculo para a família, mas Marília decidiu apoiar o garoto: "Terminou o treino e o pai veio conversar comigo, e eu falei para ele que o filho dele tinha algo especial. E ele falou: ‘Marília, eu não tenho essa condição de ter meu filho aqui, de comprar material’. E eu falei: ‘não, você não vai precisar’, e que a partir daquele momento eu ia adotá-lo".

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Relação além do campo

O vínculo entre treinadora e atleta foi além do esporte. "O Endrick não foi um simples aluno. Eu não fui só uma treinadora do Endrick. O Endrick teve um convívio dentro da minha casa. Tinha a comida preferida dele, tinha o cantinho dele de guardar as roupas dele", destacou Marília. Com o crescimento do jogador, ela buscou novas oportunidades, firmando parceria com uma escolinha em Brasília e levando Endrick para treinar três vezes por semana, arcando com os custos.

Destaque e artilharia

O desempenho de Endrick rapidamente se destacou: ele terminava praticamente todos os campeonatos como artilheiro, despertando o interesse de grandes clubes. Desde pequeno, já mostrava personalidade e liderança. "Ele queria ser o camisa 10, ele queria ser o capitão, era ele que queria bater os pênaltis", relembrou Marília. Agora, a expectativa é vê-lo brilhar na Copa do Mundo contra o Haiti.

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