Haitiano em Santos torce pelo Brasil mas espera surpresa na Copa
Haitiano em Santos torce pelo Brasil mas espera surpresa

Um haitiano que reside em Santos, no litoral de São Paulo, está ansioso pela partida entre Brasil e Haiti na Copa do Mundo de 2026. Roosevelt Desrosiers, professor de idiomas e apaixonado pelo Brasil, vive no país há quase 14 anos. Ele acredita que a seleção haitiana pode surpreender o Brasil em campo, mas confessa que torcerá pela equipe brasileira.

Memórias do terremoto de 2010

Desrosiers vivenciou de perto o terremoto que devastou o Haiti em 2010. Em entrevista ao programa Papo Tribuna, da TV Tribuna, afiliada da Globo, ele relembrou o momento: "Quando vi muitos prédios começarem a cair, por mais de 50 segundos, pensei: isso não pode ser guerra. Foi um terremoto que destruiu o país, e até hoje o Haiti sofre muito".

Na época, o Exército Brasileiro estava no Haiti como parte de uma missão da ONU. Desrosiers conseguiu trabalho como intérprete após quatro ou cinco anos de serviço. Logo depois do terremoto, obteve permissão para vir ao Brasil. Atualmente, ele é professor de inglês e francês em Santos.

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Saudades da terra natal

Longe do Haiti, Desrosiers sente falta da família e da comida típica. "A família, em primeiro lugar, porque para nós a família é muito importante: mãe, irmãos. E também a comida", afirmou.

Semelhança com jogadores

Conhecido como 'Balô' em Santos, devido à semelhança com o jogador Mario Balotelli, alguns também o comparam ao atacante brasileiro Vini Jr.

Expectativas para Brasil x Haiti

Desrosiers está ansioso pelo jogo entre Haiti e Brasil, marcado para esta sexta-feira (19). "Espero que o Haiti surpreenda. Não posso dizer que o Haiti vai vencer, mas é um time grande, que pode surpreender. Passaram por duas fases das eliminatórias, derrotaram a Costa Rica, que tem o grande goleiro Navas", comentou.

Ele destaca os jogadores experientes da seleção haitiana: "O craque hoje é o Bellegarde, que joga no Wolves (Inglaterra); temos Nazon, que joga no Irã; Pierrot, também bom; e o zagueiro Adé, do LDU, que dá trabalho aos times brasileiros na Libertadores".

"O time pode surpreender, porque o futebol não se decide na boca, mas no campo. Qualquer time pode vencer. O Haiti pode surpreender e espero que surpreenda o Brasil", disse. Apesar disso, Desrosiers aposta em um placar de 3 a 1 para o Brasil, mas acredita que o Haiti vai empatar em algum momento para mostrar que não é fácil.

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