MPE denuncia 13 agentes por propaganda antecipada na Rondônia Rural Show
MPE denuncia 13 agentes por propaganda antecipada em feira

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou representação no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos, entre senadores, deputados e vereadores, por propaganda eleitoral antecipada durante a Rondônia Rural Show 2026. O evento, realizado em Ji-Paraná de 25 a 30 de maio, foi financiado pelo governo estadual e gerou despesas de R$ 115 mil apenas com diárias de servidores de uma secretaria.

Condutas irregulares

Segundo o MPE, a feira foi utilizada como palco para promoção pessoal e pré-campanha antes do período permitido por lei. As práticas apontadas incluem instalação de outdoors, distribuição de brindes personalizados e veiculação de mensagens de apelo eleitoral.

Os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Jaime Bagattoli (PL-RO) foram denunciados. No caso de Bagattoli, outdoors associavam sua atuação à destinação de recursos públicos. Já Marcos Rogério é acusado de exibir outdoor com a frase "A mudança que Rondônia quer", considerada conteúdo eleitoral. Ele disputa o governo estadual contra o atual governador Marcos Rocha (União Brasil), cujo partido apoia Hildon Chaves (União Brasil).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Outros denunciados

Também figuram na ação os deputados federais Silvia Cristina Amancio Chagas (PP-RO) e Lúcio Mosquini (PL-RO), e os deputados estaduais Alex Redano (Republicanos), Cássio Gois (PSD), Cirone Deiró (União Brasil), Laerte Gomes (PSD), Nim Barroso (PL) e Cláudia de Jesus (PT). Silvia Cristina é acusada de distribuir bonés, camisetas e ventarolas com seu nome e foto. Completam a lista o presidente da Câmara de Ji-Paraná, Marcelo José de Lemos (Republicanos), o vereador Márcio Freitas (PL) e a assessora técnica Dalita da Silva Rover.

Defesa e trâmites

Os representados terão oportunidade de apresentar defesa antes do julgamento pelo TRE-RO. O MPE pediu condenação, mas não especificou punições. A Secretaria de Agricultura (Seagri) afirmou não ter sido notificada formalmente e disse que todos os gastos seguiram normas legais.

Gastos com diárias

A organização do evento mobilizou ao menos quatro servidores da Seagri por até 43 dias consecutivos. Dados do Portal da Transparência mostram que Érica Aparecida de Almeida Basques Ferrão recebeu R$ 34.888,00; Scheyla Pessoa de Freitas, R$ 32.930,00; Alex Fernandes Rosário, R$ 23.496,00; e Rafaela Alves da Silva Barreto, R$ 22.962,00. O total soma R$ 115.276,00.

O secretário de Agricultura, Luiz Paulo da Silva Batista, destacou que o governo investiu em infraestrutura e logística para a feira, e que a presença contínua no local foi necessária. A Seagri reiterou que todos os gastos observaram os trâmites legais.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar