O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), intensificou as articulações para a eleição presidencial de 2026. Segundo fontes ligadas à campanha, ele busca um nome do partido Novo para compor a chapa como vice-presidente. Além disso, Zema cogita convidar um senador do Ceará para integrar a aliança, estratégia que visa ampliar o leque de apoio político no Nordeste.
Negociações em curso
As negociações para a vice-presidência estão avançadas. O partido Novo tem como pré-candidatos potenciais o deputado federal Tiago Mitraud (MG) e o economista Paulo Guedes, mas ainda não há definição. A cúpula do partido defende que o vice seja um nome alinhado à pauta liberal e com capilaridade eleitoral. "O governador quer alguém que agregue e que tenha identidade com o projeto de renovação", afirmou um dirigente do Novo, sob condição de anonimato.
Zema também avalia a possibilidade de indicar um senador do Ceará para compor a chapa, numa tentativa de fortalecer a presença no Nordeste, região onde o Novo tem menor densidade eleitoral. Entre os nomes cotados está o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que já sinalizou abertura para diálogo. "Há conversas, mas nada formalizado", disse Girão, em entrevista recente.
Impacto na corrida eleitoral
A movimentação ocorre em um cenário de indefinição no campo da direita. Pesquisas internas mostram que Zema oscila entre 8% e 12% das intenções de voto, atrás de líderes como Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. A escolha de um vice do Nordeste pode ser decisiva para melhorar o desempenho no segundo turno, caso ele avance.
Especialistas apontam que a estratégia de Zema é semelhante à adotada por outros candidatos, que buscam composições regionais para equilibrar a chapa. "A vice-presidência é uma peça-chave para conquistar votos em estados onde o candidato tem menos força", analisa o cientista político Carlos Melo, do Insper.
Próximos passos
A convenção do Novo está prevista para julho de 2026, mas as definições devem ocorrer antes. Zema pretende anunciar sua decisão até março, para dar tempo de estruturar a campanha. O partido também discute alianças com outras legendas, como o PL e o PP, mas sem abrir mão da autonomia.
Enquanto isso, o senador do Ceará não confirma oficialmente o convite, mas admite que "se for para contribuir com um projeto de Brasil, estou disposto a conversar". A reportagem procurou a assessoria de Zema, que não se manifestou até a publicação.



