TSE propõe selo de acurácia para pesquisas eleitorais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) propôs a criação do 'Selo Acurácia Eleitoral', um prêmio destinado aos institutos de pesquisa cujas estimativas mais se aproximarem dos resultados oficiais das eleições. A proposta foi apresentada pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, em reunião com representantes das empresas de pesquisas eleitorais. A iniciativa, no entanto, enfrenta resistência de institutos como Datafolha e Ipec.
Detalhes da proposta
A minuta apresentada prevê que o selo seja concedido com base na comparação entre as projeções divulgadas pelos institutos e os resultados oficiais apurados pela Justiça Eleitoral. O objetivo, segundo o TSE, é fomentar o aprimoramento metodológico e a transparência nas pesquisas, incentivando maior precisão nas previsões. 'Queremos estimular a qualidade e a credibilidade das pesquisas eleitorais', afirmou Nunes Marques durante a reunião.
Resistência dos institutos
Representantes do Datafolha e do Ipec manifestaram preocupações com a proposta. Eles argumentam que o selo pode gerar ranking e pressão indevida, além de não considerar margens de erro e variações estatísticas inerentes às pesquisas. 'Uma pesquisa não é uma previsão exata, mas uma fotografia do momento', disse um dos representantes, sob condição de anonimato. Os institutos também questionam a metodologia de avaliação e o impacto na independência das pesquisas.
Próximos passos
O TSE informou que a proposta ainda está em fase de discussão e que novas reuniões serão realizadas para ajustar o formato. A expectativa é que o selo seja implementado para as eleições municipais de 2028, caso haja consenso. 'Estamos abertos ao diálogo para construir uma ferramenta que beneficie a democracia', concluiu Nunes Marques.



