Quaest: Ciro lidera no Ceará, ACM Neto empata na Bahia
Quaest: Ciro lidera no Ceará, ACM Neto empata na Bahia

As pesquisas Genial/Quaest divulgadas entre a segunda-feira, 27, e a quinta-feira, 30, traçam um raio-x da corrida pelos governos de dez estados. O levantamento ouviu eleitores na Bahia, no Ceará, em Goiás, em Minas Gerais, no Pará, no Paraná, em Pernambuco, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Os números revelam desde empates técnicos até cenários de vantagem confortável, dependendo da unidade da Federação.

Bahia e Ceará: disputas em estágios opostos

Na Bahia, a disputa pela sucessão estadual segue em aberto. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparece numericamente à frente do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na simulação de primeiro turno, mas a diferença não ultrapassa a margem de erro, configurando empate técnico. O mesmo padrão se repete em um eventual segundo turno: ACM Neto mantém vantagem numérica, sem que haja consolidação estatística.

No Ceará, o cenário é mais definido. O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera a corrida ao Palácio da Abolição com 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% do governador Elmano de Freitas (PT). Em uma segunda rodada, Ciro amplia a vantagem que já registrava em abril, chegando a 48%, enquanto Elmano permanece com 35%. Segundo a Quaest, o tucano concentra apoio entre eleitores de direita e também lidera entre os independentes, enquanto o governador mantém predominância entre lulistas e eleitores de esquerda.

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Goiás, Paraná e São Paulo têm favoritos claros

Em Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) desponta como franco favorito. Ele lidera tanto no primeiro turno quanto nas simulações de segundo turno, mantendo ampla vantagem sobre os adversários. O desempenho é impulsionado pela elevada aprovação do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

No Paraná, o senador Sérgio Moro (PL) aparece na dianteira da disputa, com vantagem expressiva sobre os demais concorrentes. Apesar do quadro favorável, a pesquisa indica que a maior parte do eleitorado ainda afirma poder mudar de voto até a eleição, o que mantém o cenário em aberto.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém vantagem confortável sobre o ex-ministro Fernando Haddad (PT), tanto no primeiro turno quanto em uma eventual segunda etapa. O levantamento também aponta estabilidade na aprovação do governo estadual e revela que a maior parcela do eleitorado paulista prefere um governador independente, sem alinhamento direto ao presidente da República ou ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Minas Gerais e Pará: lideranças com ressalvas

Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera em todos os cenários em que seu nome é incluído, embora ainda não tenha confirmado candidatura. Sem sua participação, as projeções apontam equilíbrio entre os principais concorrentes, com disputas tecnicamente empatadas.

No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) lidera as simulações estimuladas de primeiro e segundo turno, beneficiada pela alta aprovação do ex-governador Helder Barbalho (MDB), de quem foi vice. Ainda assim, ela aparece em empate técnico com o ex-prefeito Dr. Daniel Santos (Podemos).

Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece à frente do prefeito do Recife, João Campos (PSB), no primeiro turno. No segundo turno, o cenário registra uma inversão em relação ao levantamento anterior: Raquel assume a liderança, embora permaneça tecnicamente empatada com o adversário.

No Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) lidera os dois cenários de primeiro turno testados pela Quaest e venceria com ampla margem uma eventual disputa de segundo turno contra Anthony Garotinho (Republicanos).

Já no Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) aparecem tecnicamente empatados na liderança. O levantamento também mostra elevado percentual de eleitores indecisos e indica que a maioria ainda considera possível mudar de candidato.

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Metodologia e abrangência

Os levantamentos foram realizados entre os dias 21 e 28 de julho, conforme o estado pesquisado, com amostras que variam entre 900 e 1.650 entrevistas presenciais. Todas as pesquisas têm nível de confiança de 95% e margem de erro entre dois e três pontos porcentuais, além de registro na Justiça Eleitoral.