O PSTU oficializou, em convenção neste sábado (1º de agosto), em Porto Alegre, a candidatura da professora aposentada Rejane de Oliveira ao governo do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu no Centro de Eventos Barros Cassal e marcou a segunda vez que Rejane disputa o Palácio Piratini.
Além da cabeça de chapa, a convenção aprovou outras candidaturas: Adão Lima (PSTU) para vice-governador; Maidana da Silva (PSTU) e Regis Ethur (PSTU) para o Senado. Com isso, o partido confirmou que não buscará alianças para o pleito, apresentando chapa pura.
Rejane defende ruptura com o capitalismo
Em discurso após a oficialização, Rejane afirmou que o país precisa de um governo que rompa com as engrenagens do capitalismo e exproprie as grandes empresas que, segundo ela, retiraram recursos da população por meio de isenções e sonegação fiscal.
“Entendemos que é necessário que um governo tente romper com as engrenagens do capitalismo, expropriar as grandes empresas que tiraram dinheiro do povo a partir da isenção de impostos, a partir da sonegação. Esse dinheiro poderia ser usado para construir escolas, hospitais e tá sendo beneficiado empresas que não precisam de dinheiro. Temos que inverter isso”, afirmou Rejane.
A candidata defendeu que os recursos hoje renunciados pelo Estado poderiam ser aplicados em áreas sociais, como educação e saúde.
Chapa pura e calendário eleitoral
O PSTU vai concorrer na eleição gaúcha sem coligações, com candidatos próprios em todos os cargos majoritários. A legenda também não anunciou apoio a outras frentes partidárias.
As convenções partidárias, que escolhem os candidatos, têm como prazo final o dia 5 de agosto. Depois disso, os nomes precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte, 16 de agosto.
Nas eleições de 4 de outubro, os brasileiros vão escolher presidente, governador, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais.
Trajetória de Rejane de Oliveira
Rejane nasceu em Porto Alegre em 1961. É professora aposentada da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul e tem longa militância no movimento sindical. Atuou como dirigente do Sinpro (Sindicato de Professores da Educação Privada) e foi presidente do Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers-Sindicato) por duas gestões.
À frente do Cpers, dirigiu greves em defesa do piso nacional e pelos direitos dos trabalhadores da educação, incluindo confrontos com os governos de Yeda Crusius (PSDB, 2007-2010) e Tarso Genro (PT, 2011-2014). Na época, Rejane era filiada ao PT.
Ao longo de sua trajetória, recebeu o troféu Grió, homenagem do movimento negro. Atualmente integra as executivas estadual e nacional da Central Sindical e Popular (CSP Conlutas) e é filiada ao PSTU desde 2022. Fora da política, dedica-se ao cuidado de animais abandonados na Zona Sul de Porto Alegre.



