O Partido Liberal (PL) acionou pela segunda vez o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar a pesquisa presidencial realizada pelo instituto Atlas em parceria com a Bloomberg. A legenda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alega que o levantamento, registrado sob o número BR-04582/2026, não cumpriu a exigência de apresentar um arquivo completo com dados demográficos e territoriais, conforme determina a Corte.
Segunda contestação do PL
Esta é a segunda vez que o PL questiona a mesma pesquisa no TSE. Na primeira ocasião, o partido já havia solicitado a suspensão do levantamento, mas o pedido foi negado. Agora, a nova ação reforça a argumentação de que o instituto Atlas teria descumprido a apresentação de um arquivo específico, necessário para a validação dos dados.
Segundo o PL, a pesquisa não especificou adequadamente as informações demográficas e territoriais, o que comprometeria a transparência e a confiabilidade do estudo. O partido pede que o TSE determine a imediata suspensão da divulgação dos resultados.
Resposta do instituto Atlas
O instituto Atlas refuta as acusações e afirma que todos os documentos exigidos foram enviados dentro do prazo legal. Em nota, a empresa atribuiu o problema a falhas técnicas no sistema do TSE, que não teriam processado corretamente os arquivos submetidos. O instituto reforça que a pesquisa segue todos os critérios técnicos e legais.
“O Atlas enviou todos os arquivos exigidos no prazo. A alegação de descumprimento é infundada e decorre de problemas técnicos no sistema do TSE”, declarou representante do instituto.
Impacto político
A pesquisa Atlas/Bloomberg tem gerado repercussão no cenário político, especialmente por envolver a corrida presidencial. O PL, que tem Flávio Bolsonaro como pré-candidato, vê no levantamento uma possível distorção da realidade eleitoral. Especialistas apontam que a disputa judicial pode influenciar a percepção pública sobre a credibilidade das pesquisas.
O TSE ainda não se manifestou sobre o novo pedido do PL. Caso acate a solicitação, a pesquisa poderá ser suspensa até que a documentação seja regularizada.



