A Argentina chega a mais uma final de Copa do Mundo vibrando no ritmo do gênio Lionel Messi. Na semifinal contra a Inglaterra, disputada nesta quarta-feira (15), Messi mostrou por que é considerado um dos maiores jogadores da história, liderando sua equipe a uma virada espetacular por 2 a 1.
Messi enfrenta o mundo
Quantas pessoas um gênio é capaz de enfrentar? Talvez nem o próprio gênio saiba. Mas Messi estava decidido a descobrir. Começou enfrentando metade do estádio, que não queria deixá-lo cantar. Inglaterra e Argentina entraram em campo unidas no objetivo de não jogar: mais do que unidas, enroscadas, estendidas no chão. Enquanto a bola era terrivelmente maltratada, Messi tentava descobrir quantas pessoas um gênio pode enfrentar. A fila teve até Harry Kane, e nela foram entrando ingleses em sequência: um, dois, três jogadores e um atropelamento que fez o futebol parar. Ele caiu atônito, talvez menos pela violência do que pela total ausência de carinho com a bola dos outros 21 em campo.
Calma e liderança
Será que ele já sabia o fim da história? Talvez desconfiasse, mas tinha a certeza de que nunca iria desistir. Porque, muitas vezes, Messi parecia ser o único ser humano capaz de manter a calma – não no campo, mas no estádio inteiro. Quando a Inglaterra fez o gol, a reação do líder não era de quem estava perto da derrota, mas de quem sabia exatamente o que fazer. A Argentina também sabia: bola para o camisa 10. Porque ele é capaz de enfrentar não só 11 ingleses, mas também o relógio, que parece jogar contra a Argentina. Mas esse é um adversário que ele já aprendeu a derrotar. O tempo se dobra diante de Lionel Messi.
O destino da Argentina só vai estar escrito quando ele parar de tentar. E Messi não para nunca. Aos 39 anos, o gênio argentino descobre que ainda é capaz de enfrentar o mundo inteiro, leve como um menino.
Análise de Júnior e Renata Vasconcellos
A comentarista Renata Vasconcellos destacou: “A Argentina joga com paixão, com alma. E tem um líder: Lionel Messi.” O comentarista Júnior completou: “Sem dúvida. Essa é uma característica do povo argentino, não somente dos jogadores. Esse time é muito resiliente, é um time que não sabe perder e, hoje, deu mais uma demonstração. Já tinha acontecido com Cabo Verde, com o Egito, que faltavam 11 minutos e estavam perdendo de 2 a 0. E hoje venceu de uma seleção considerada uma das mais fortes.”
O papel de Lionel Scaloni
Renata Vasconcellos ressaltou: “O Messi hoje fez a diferença com os dois passes para os gols. Mas é importante destacar o papel do xará dele, o técnico Lionel Scaloni, que parecia o tempo inteiro saber o que fazer. Ele botou a Argentina para jogar, pressionar, irritar, sufocar até o fim e conseguiu aquela virada espetacular.”
Júnior analisou: “Inicialmente, na formação que começou, tirando o De Paul, que vinha sendo titular, e colocou o Paredes, que era o antigo titular. Isso já foi uma novidade. Depois, ele viu o jogo da forma como apareceu. Colocou uma série de atacantes quando a partida já estava comprometida. Existe uma alquimia, uma empatia muito grande entre o treinador e os jogadores. Pela humildade do próprio treinador, vemos como os jogadores têm um respeito muito grande por ele.”
Críticas ao técnico da Inglaterra
Renata Vasconcellos comentou: “Por outro lado, muitas críticas ao técnico da Inglaterra, que depois do primeiro gol pareceu desistir do jogo. Botou o time todo para recuar, em uma atitude quase medrosa.” Júnior concordou: “Sem dúvida. Lembrei de uma frase do saudoso Cláudio Coutinho: ‘O medo de perder tira a vontade de ganhar.’ Parece que aconteceu. A seleção inglesa mostrou um time ofensivo durante todo o torneio, mas ele começou a tirar atacantes para colocar zagueiros. Não se pode dar espaço para jogadores da qualidade de De Paul e Messi, que terminaram fazendo as jogadas dos dois gols.”
Final: Argentina x Espanha
Renata Vasconcellos concluiu: “Agora, grande final da Copa do Mundo. Temos Espanha e Argentina. Dois times com escolas de jogar parecidas, gostam de ter o controle do jogo com toque de bola. A Argentina com catimba e paixão; a Espanha, força e frieza. Vai ser bom.” Júnior acrescentou: “Pelo que vimos da Espanha, o osso é mais duro do que foi hoje. É mais toque de bola, categoria, talento. Vai ser jogão.”



