Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) revela o cenário da disputa por duas vagas ao Senado Federal na Bahia nas eleições de outubro. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BA-02331/2026, ouviu 1.200 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Cenário 1: Rui Costa e Jaques Wagner à frente
No primeiro cenário estimulado, o ex-governador Rui Costa (PT) aparece em primeiro lugar com 22% das intenções de voto, seguido pelo senador Jaques Wagner (PT) com 16%. O ex-deputado João Roma (PL) e o atual senador Angelo Coronel (Republicanos) empatam com 6% cada. A professora Delliana Ricelli (Psol) registra 3%, enquanto Marcelo Santtana (DC) tem 1% e Gregorio Gould (UP) não atinge 1%. Eleitores indecisos somam 22%, e aqueles que declaram voto em branco, nulo ou não vão votar totalizam 24%.
Cenário 2: Leve variação, mesma tendência
No segundo cenário, com a exclusão de Marcelo Santtana, os percentuais se mantêm praticamente estáveis. Rui Costa e Jaques Wagner permanecem com 22% e 16%, respectivamente. João Roma e Angelo Coronel seguem com 6% cada. Delliana Ricelli sobe para 4%, e Gregorio Gould continua com 0%. Indecisos e brancos/nulos/não votantes repetem os 22% e 24% do primeiro cenário.
Conhecimento e rejeição dos candidatos
A pesquisa também aferiu o nível de conhecimento e rejeição entre os pré-candidatos. Rui Costa é o mais conhecido, com 47% dos eleitores afirmando conhecê-lo, seguido por Jaques Wagner (36%), João Roma (15%) e Angelo Coronel (13%). Em termos de rejeição, Jaques Wagner lidera com 45% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Rui Costa tem rejeição de 39%, enquanto João Roma (24%) e Angelo Coronel (23%) apresentam índices mais baixos.
Os números indicam que a disputa pelas duas vagas ao Senado na Bahia deve ser polarizada entre os petistas, com Rui Costa e Jaques Wagner na dianteira. A alta taxa de indecisos e de eleitores que não pretendem votar em nenhum dos candidatos sugere que a campanha ainda pode mudar o cenário. A pesquisa é um retrato do momento e serve como indicativo para as estratégias dos partidos nos próximos meses.



