Pesquisa Genial/Quaest: Lula lidera sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno
Uma nova pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada no dia 10 de junho, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 44% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 38% em um eventual segundo turno nas eleições de 2026. O levantamento chega em um momento oportuno, confirmando os números de uma enquete anterior da Atlas/Intel, que havia sido vetada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, sob a alegação de ser tendenciosa.
Queda de Flávio Bolsonaro após áudio com Vorcaro
Os resultados da Genial/Quaest corroboram a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro após a divulgação do áudio das conversas entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Isso indica que a tese de “indução do entrevistado”, utilizada pelo ministro Nunes Marques para justificar o veto à pesquisa da Atlas/Intel, perdeu sustentação. A decisão final do plenário do TSE sobre esse assunto será crucial para o futuro das pesquisas eleitorais no Brasil.
Precedente perigoso para pesquisas eleitorais
O acatamento da decisão de Nunes Marques, que atendeu a um pedido do PL, pode abrir um precedente perigoso para ações futuras de candidatos ou partidos que se sintam prejudicados por levantamentos de opinião. Especialistas alertam que interferências judiciais sobre a metodologia dos institutos de pesquisa representam um risco para a democracia, uma vez que as pesquisas de intenção de voto são fundamentais para o processo eleitoral.
Reações e críticas à suspensão da pesquisa
Diversos leitores manifestaram suas opiniões sobre o veto à pesquisa que apontava a queda de Flávio Bolsonaro. O leitor Luciano Harary, de São Paulo, afirmou que a decisão “escancara o pânico de quem prefere quebrar o termômetro a encarar a febre”. Já Cecilia Centurion, também de São Paulo, considerou que Nunes Marques “deu um tiro no pé de Flávio Bolsonaro”. Robert Haller, de São Paulo, declarou que “está na cara que o ministro não quer interferir no resultado desfavorável das pesquisas sobre Flávio Bolsonaro”. Panayotis Poulis, do Rio de Janeiro, questionou se a suspensão ocorreu por problemas na pesquisa ou pela queda do senador, concluindo que Flávio Bolsonaro “não tem nenhuma condição de disputar uma eleição para a Presidência da República”.
Agronegócio brasileiro sob pressão europeia
Em outra frente, a União Europeia (UE) emitiu um alerta para o agronegócio brasileiro. A partir de 3 de setembro, o bloco pretende proibir a importação de carne bovina, carne de frango, tripas, peixe e mel do Brasil. A justificativa é a necessidade de adequação dos protocolos sanitários brasileiros, eliminação de insumos vetados pelos europeus e adoção de sistemas de controle e certificação mais rigorosos. Os principais problemas apontados são o uso de pesticidas banidos na Europa e o uso de antibióticos e hormônios de crescimento na produção animal. O leitor Omar El Seoud, de São Paulo, destacou que essas questões não podem ser resolvidas apenas com conversas, mas exigem um controle mais efetivo do setor, em benefício da saúde dos próprios brasileiros.
Sustentabilidade em Ilhabela
Uma iniciativa positiva foi destacada pelo leitor Abraham Goldstein, de São Paulo: a cidade de Ilhabela vai dessalinizar água para abastecer a população, conforme reportagem do Estadão. Goldstein elogiou a inovação e o planejamento, afirmando que, em um mundo impactado pelas mudanças climáticas, investimentos em sustentabilidade representam um compromisso com o bem-estar das futuras gerações.
Copa do Mundo 2026: veto a árbitro africano
O leitor Márcio M. Pascholati, de São Paulo, criticou a Fifa por não impedir a entrada nos Estados Unidos do árbitro Omar Artan, eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025. Para ele, a atitude do presidente da Fifa, Gianni Infantino, demonstra submissão aos interesses de Donald Trump, em vez de defender os princípios de independência e universalidade da entidade. Pascholati também lamentou que as seleções participantes não tenham se manifestado em defesa dos valores de inclusão e igualdade.
Política fiscal e silêncio da oposição
Luciana Lins, de Campinas, elogiou o editorial do Estadão intitulado “Lula quebra o Brasil para se reeleger”, mas criticou o silêncio dos órgãos de fiscalização, da oposição e dos formadores de opinião diante do aumento de gastos e do desrespeito às regras fiscais. Ela questionou se o editorial está errado, que o desmintam; se está certo, que expliquem o silêncio.
Delação premiada de Daniel Vorcaro
Júlio R. A. Brisola, de São Paulo, alertou que os advogados de Daniel Vorcaro devem garantir que sua delação premiada seja inédita e original, caso contrário ele será considerado um pseudodelator. Arcangelo Sforcin Filho, também de São Paulo, afirmou que Vorcaro tenta fazer com que todos desistam de descobrir a verdade, tática comum entre políticos corruptos. Luiz Frid, de São Paulo, ironizou que Vorcaro será premiado sem delação, protegido por pessoas poderosas, no “Brasil de sempre”.
Penduricalhos no Judiciário
Nilson Rebello, de Brasília, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por não resolver a questão dos penduricalhos que elevam a remuneração do Judiciário a valores astronômicos, apesar da clareza da Constituição. Ele questionou por que não se cumpre a Carta Magna, cuja guarda compete aos ministros do STF.
Leis sem consequência
Izabel Avallone, de São Paulo, questionou a eficácia de novas leis, como a redução da maioridade penal, diante da falta de aplicação das já existentes. Ela citou as leis de proteção à mulher, que não impedem a violência, e defendeu investigação eficiente e punição rápida em vez de novas normas.
Inadimplência de empresas
Sergio Luiz Timoni Rodini, de São Paulo, comentou a notícia de que 1,5 milhão de empresas ficaram inadimplentes em um ano, sugerindo que muitos novos empreendedores começam sem capital próprio e sem entender o negócio, o que leva ao endividamento.
Segurança pública em São Paulo e Salvador
Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva, de Salvador, comparou a violência em Pinheiros (SP) e Salvador (BA), afirmando que trocou “seis por meia dúzia” e que os brasileiros deixaram de curtir a vida para apenas sobreviver.
Agronegócio e China
Mário Barilá Filho, de São Paulo, alertou que a China pretende reduzir a compra de soja e carne do Brasil em busca de autossuficiência alimentar, sugerindo que o Brasil deve buscar ajuda chinesa para recuperar biomas desmatados e encontrar novas oportunidades de negócios.
Pix e interesses nacionais
Sylvio Belém, de Recife, defendeu o Pix como fruto da criatividade brasileira e criticou a família Bolsonaro por se opor a ele, supostamente para atender aos Estados Unidos.
Binyamin Netanyahu e instabilidade geopolítica
Gilberto Pereira Tiriba, de Santos, afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, consolidou-se como fator de instabilidade geopolítica, mantendo-se no poder por meio de conflitos permanentes. Em um contexto de normalidade, ele enfrentaria desgaste político e acusações de crimes de guerra.
Ataques de tubarão em Pernambuco
Roberto Solano, do Rio de Janeiro, cobrou ações efetivas das autoridades de Pernambuco e Recife para conter ataques de tubarão, sugerindo o uso de telas de contenção, como na Austrália, para proteger banhistas e impulsionar o turismo.
Papa Leão XIV
José Ribamar Pinheiro Filho, de Brasília, elogiou o papa Leão XIV como líder da Igreja Católica e estadista mundial, afirmando que sua atuação era necessária.



