PCdoB formaliza apoio à chapa Lula-Alckmin para 2026
PCdoB oficializa apoio a Lula-Alckmin em 2026

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) oficializou, nesta quarta-feira, 30 de julho de 2026, seu apoio à chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) para a disputa presidencial do próximo ano. A decisão foi tomada durante reunião do Comitê Central da legenda, em Brasília, e representa um passo importante na construção da frente ampla em torno da candidatura petista.

Decisão unânime do Comitê Central

Segundo a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, a aprovação foi unânime entre os membros presentes. “Reafirmamos nosso compromisso com a democracia e com a reconstrução do Brasil. Apoiar Lula e Alckmin é a melhor estratégia para derrotar o projeto de retrocesso que ameaça o país”, declarou. O partido, que integra a base do governo atual, já havia sinalizado a aliança nos últimos meses, mas a formalização consolida a posição oficial.

Números da aliança

Com a adesão do PCdoB, a coligação pró-Lula agora reúne oito partidos (PT, PSB, PCdoB, PV, Rede, PSOL, PDT e Solidariedade), somando 41% do tempo de rádio e TV e uma bancada de 132 deputados federais. O professor de ciência política da UnB, David Fleischer, avaliou: “O apoio do PCdoB é simbólico e eleitoralmente relevante, especialmente no Nordeste, onde o partido tem forte presença.”

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Impacto na campanha

O presidente Lula agradeceu o apoio e destacou a importância da unidade. “O PCdoB sempre esteve ao lado das causas populares. Com essa parceria, vamos fortalecer a luta por um Brasil mais justo”, afirmou. O vice-presidente Geraldo Alckmin também celebrou: “É a demonstração de que a frente democrática está cada vez mais ampla e coesa.”

O PCdoB deve indicar nomes para cargos na coordenação de campanha e, possivelmente, para uma eventual participação no governo. O partido também se comprometeu a atuar na defesa das pautas trabalhistas e ambientais durante a campanha. A oficialização ocorre em meio a pesquisas que apontam vantagem de Lula sobre o principal adversário, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 8 pontos percentuais (47% a 39%) no primeiro turno.

Desafios pela frente

Apesar da formalização, o PCdoB terá que lidar com críticas internas de setores que defendem candidatura própria. Luciana Santos minimizou as divergências: “O partido está unido. Sabemos que a prioridade neste momento é derrotar o bolsonarismo.” A aliança ainda precisa ser ratificada em convenção partidária agendada para agosto. O TSE já foi notificado do apoio, e os prazos legais estão sendo cumpridos.

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