Sergio Moro oficializou, neste sábado (1º de agosto de 2026), sua candidatura ao governo do Paraná pelo PL. A formalização ocorreu durante a convenção estadual do partido, em evento que também serviu para o senador dirigir críticas diretas ao presidente Lula, reforçando sua posição de opositor do governo federal.
Moro ganhou projeção nacional ao comandar a Lava Jato, mas sua carreira política é recente. Em 2022, elegeu-se senador pelo Paraná, após ter sido ministro da Justiça no governo Bolsonaro entre 2019 e 2020. Desde então, construiu uma base de apoio no estado e no cenário nacional, sempre com discurso anticorrupção.
O anúncio encerra meses de especulações sobre os planos do ex-juiz. Moro vinha sendo cortejado por diferentes legendas, mas optou por permanecer no PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem é aliado. A escolha tem impacto direto na política paranaense, já que o partido busca manter a hegemonia da direita no estado.
Discurso na convenção
Na convenção, Moro colocou o combate ao crime organizado e o enfrentamento à corrupção como eixos centrais de sua futura gestão. O senador também voltou a criticar o governo Lula, mas as palavras exatas do discurso não foram divulgadas.
A candidatura também fortalece o projeto do PL no Paraná, que busca manter o estado sob liderança da direita. Moro, no Senado, tem mantido uma atuação alinhada à oposição, mas vê no governo estadual a oportunidade de ampliar sua influência política.
A ata da convenção deve ser registrada na Justiça Eleitoral nos próximos dias. Com isso, Moro se torna oficialmente apto a concorrer, ainda que o registro formal da candidatura dependa da documentação exigida pela lei eleitoral.
Sucessão no Paraná
O Paraná vive um cenário único para 2026: o atual governador, Ratinho Júnior, está no segundo mandato e não poderá se candidatar à reeleição. A ausência de um candidato natural cria uma disputa aberta, e Moro se coloca como o nome mais conhecido da direita no estado.
A aliança com Bolsonaro é considerada estratégica. O ex-presidente mantém alta popularidade entre o eleitorado paranaense, e o apoio dele a Moro, ainda que não tenha sido formalmente declarado nesta convenção, é visto como essencial para a viabilidade da candidatura. Lideranças locais do PL acompanharam o evento e manifestaram apoio público ao senador.
Próximos passos
Com a oficialização, a campanha de Moro deverá ser estruturada nos próximos meses. O senador precisará se afastar do mandato no Senado para se dedicar integralmente à disputa, o que deve ocorrer após o registro definitivo. A eleição está prevista para outubro de 2026, e a expectativa é que a disputa no Paraná seja uma das mais acirradas do país.
Além de Moro, outros partidos ainda negociam candidaturas, mas nenhum nome até agora tem a mesma projeção nacional do ex-juiz. A convenção do PL foi o primeiro grande movimento para as eleições estaduais no Paraná, sinalizando que a direita chega unida em torno de um único candidato.



