Marina Silva e Simone Tebet lideram corrida ao Senado em SP, aponta Quaest
Marina Silva e Simone Tebet lideram Senado SP

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, revela que as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) lideram a corrida para o Senado por São Paulo. Marina aparece com 14% das intenções de voto, seguida por Simone Tebet com 12%. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-08291/2026, ouviu 2.000 eleitores entre os dias 25 e 27 de julho e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Desempenho das ex-ministras

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, e Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, ambas do governo Lula, consolidam-se como as principais candidatas ao Senado em São Paulo. O cenário reflete a força de suas trajetórias nacionais e o reconhecimento do eleitorado paulista. A pesquisa indica que a vantagem de Marina sobre Tebet está dentro da margem de erro, configurando um empate técnico entre as duas.

O terceiro colocado é Pablo Marçal, que obteve 9% das intenções de voto. Contudo, Marçal encontra-se inelegível e sequer teve sua candidatura registrada pelo União Brasil, partido pelo qual pretendia concorrer. Sua situação jurídica impede a participação no pleito, mas seus números ainda são computados pela pesquisa, gerando discussões sobre o impacto de sua eventual retirada.

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Fragmentação da direita e empate técnico

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PL), aparece com 8%, tecnicamente empatado com Marçal. A disputa na direita mostra-se fragmentada, com diversos candidatos dividindo o eleitorado conservador. Além de Derrite, nomes como o deputado estadual André do Prado (PL) e o ex-prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também pontuam, embora não tenham alcançado percentuais expressivos nesse levantamento.

De acordo com os analistas da Quaest, a dispersão de votos na direita dificulta a eleição de uma maioria conservadora no Senado por São Paulo. O estado elegerá duas vagas em 2026, e a fragmentação atual favorece a esquerda e o centro, que conseguem concentrar intenções de voto em Marina e Simone.

Alto índice de indecisos

A pesquisa também destaca que a maioria dos eleitores paulistas ainda não definiu seus votos para o Senado. Cerca de 38% dos entrevistados disseram estar indecisos ou não opinaram. Esse percentual elevado sugere que o cenário pode mudar significativamente até outubro, especialmente com as campanhas oficiais e os debates na televisão.

O levantamento da Genial/Quaest é o primeiro grande teste eleitoral para o Senado em São Paulo desde o início do ano. A corrida promete ser acirrada, com a possibilidade de viradas nos próximos meses. Especialistas apontam que a situação de Marçal – inelegível, mas com votos – pode distorcer as sondagens, e que os candidatos efetivamente registrados buscarão atrair esse eleitorado.

Impacto na composição do Senado

O resultado das eleições paulistas para o Senado é crucial para a composição da casa legislativa. São Paulo, com 70 cadeiras na Câmara e três senadores, é o maior colégio eleitoral do país. Uma eventual vitória de Marina e Simone Tebet reforçaria a base de apoio do governo Lula no Senado, enquanto um bom desempenho de candidatos de direita poderia alterar o equilíbrio de forças.

Os próximos levantamentos, já previstos para agosto e setembro, devem acompanhar a evolução das intenções de voto, especialmente entre os indecisos. A pesquisa Genial/Quaest continuará monitorando o cenário eleitoral paulista, oferecendo subsídios para a análise política nas próximas semanas.

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