Flávio Bolsonaro lidera em SP com 34%; Lula tem 30% e rejeição de 61%
Flávio Bolsonaro lidera em SP; Lula tem 30% e rejeição de 61%

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para presidente em São Paulo, com 34%, contra 30% do presidente Lula (PT). O levantamento, realizado entre os dias 26 e 28 de julho, ouviu 2.000 eleitores paulistas e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Alta rejeição a Lula no estado

Lula, candidato à reeleição, enfrenta uma rejeição expressiva no maior colégio eleitoral do país: 61% dos paulistas afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Esse índice é 11 pontos superior ao de Flávio Bolsonaro, que tem 50% de rejeição. Segundo a pesquisa, a vantagem do senador se concentra no interior e em cidades médias, enquanto Lula mantém vantagem na capital e na região metropolitana.

Cenários de segundo turno

Em um eventual segundo turno, Lula aparece em empate técnico com dois possíveis adversários. Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista tem 38% contra 37% de Zema — dentro da margem de erro. Já contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o placar é de 39% para Lula e 38% para Caiado. Flávio Bolsonaro não foi testado em segundo turno contra Lula, pois já lidera no primeiro turno.

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Importância estratégica de São Paulo

O estado de São Paulo é crucial para as campanhas do PT e do PL. Com 22% do eleitorado nacional, uma vitória robusta no estado pode definir o resultado nacional. A equipe de Lula intensificou as agendas no interior paulista nas últimas semanas, enquanto Flávio Bolsonaro tem apostado em comícios na Grande São Paulo. A pesquisa mostra que a disputa está acirrada e que a alta rejeição ao petista pode ser um obstáculo para sua reeleição.

Tensão internacional com declarações de Milei

No cenário político, declaracões polêmicas do presidente argentino Javier Milei durante um evento do PL neste mês geraram tensão diplomática. Milei criticou abertamente o governo Lula e elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. A fala repercutiu negativamente no Palácio do Planalto e pode influenciar a campanha em São Paulo, onde há grande comunidade de eleitores argentinos. O PT já anunciou que irá explorar o episódio para reforçar a imagem de Flávio como ligado ao bolsonarismo radical.

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