Ex-BBBs e apresentadores: famosos pré-candidatos em 2026
Famosos pré-candidatos nas eleições de 2026

Um levantamento inédito mapeou os famosos que já se declararam pré-candidatos nas eleições de 2026. Entre eles, ex-participantes do Big Brother Brasil (BBB), apresentadores de TV e influenciadores digitais que miram cargos no Legislativo e no Executivo. A lista inclui desde nomes consolidados na mídia até celebridades das redes sociais, refletindo a crescente intersecção entre entretenimento e política no Brasil.

Quem são os pré-candidatos famosos?

O levantamento, realizado pelo portal O Globo, identificou ao menos 15 celebridades que oficializaram ou sinalizaram intenção de concorrer. Entre os ex-BBBs, destacam-se nomes como o empresário e influenciador Arthur Aguiar, campeão do BBB 22, que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Outro ex-participante é a psicóloga e ex-BBB Juliette Freire, que, embora não tenha confirmado, é cotada para uma candidatura ao Senado pela Paraíba.

Na seara dos apresentadores, Ratinho (Silvio Santos) já declarou que pode concorrer ao governo de São Paulo, enquanto Eliana, ex-SBT, é especulada para uma vaga no Senado por São Paulo. O apresentador Luciano Huck segue sendo um nome frequente nas pesquisas para a Presidência, mas ainda não oficializou nada. Já o influenciador Felipe Neto anunciou que pretende se candidatar a deputado federal pelo Rio de Janeiro, com foco em educação e juventude.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Motivações e estratégias

Segundo cientistas políticos ouvidos pela reportagem, a popularidade prévia dessas celebridades é um trunfo, mas também um risco. “O eleitor brasileiro tem demonstrado abertura para votar em figuras conhecidas, especialmente em momentos de descrédito com a política tradicional”, afirma o professor de ciência política da USP, Marco Antonio Teixeira. No entanto, ele ressalta que a falta de experiência e a exposição a escândalos podem minar campanhas.

Os pré-candidatos têm usado suas plataformas digitais como principal palanque. Arthur Aguiar, por exemplo, já soma mais de 30 milhões de seguidores no Instagram, enquanto Juliette ultrapassa 28 milhões. Essa capilaridade digital é vista como vantagem competitiva, pois reduz custos de campanha e permite comunicação direta com o eleitorado jovem.

Impacto no cenário político

Especialistas apontam que a entrada de celebridades pode fragmentar ainda mais o eleitorado, mas também aumentar a participação de grupos historicamente afastados da política. “Famosos têm o poder de atrair a atenção para pautas que muitas vezes são ignoradas, mas é preciso cuidado para não transformar a eleição em um mero reality show”, pondera a socióloga Helena Martins, da Unicamp.

Dados recentes do TSE indicam que, nas eleições de 2022, candidatos famosos tiveram taxa de sucesso de 23%, superior à média geral de 18%. Para 2026, a expectativa é que esse número cresça, impulsionado pelo uso massivo das redes sociais e pelo desencanto com a política tradicional.

Desafios legais e éticos

Além da disputa eleitoral, os famosos precisam se adaptar às regras da Justiça Eleitoral, como prestação de contas e limites de gastos. Muitos deles já contratam equipes especializadas em marketing político. “O desafio é migrar da fama para a gestão pública, o que exige preparo técnico e conhecimento das demandas reais da população”, afirma o advogado eleitoral Ricardo Penteado.

Outro ponto é a possível colisão com a legislação eleitoral em relação ao uso de influenciadores. O TSE já sinalizou que vai monitorar de perto a propaganda eleitoral paga em redes sociais, o que pode afetar estratégias de celebridades que dependem de impulsionamento.

Próximos passos

As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto de 2026, e é nesse período que as candidaturas serão oficializadas. Até lá, os pré-candidatos continuam suas articulações. A expectativa é que novos nomes surjam, especialmente vindos do universo do entretenimento, como atores e músicos.

O cenário reforça a tendência de personalização da política, em que a imagem pessoal e a conexão emocional com o eleitor se tornam tão importantes quanto propostas concretas. Resta saber se esses famosos conseguirão transformar popularidade em mandatos efetivos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar