O presidente Donald Trump pressionará os principais executivos do setor de defesa a aumentarem a produção de armas, em um evento na Casa Branca. A iniciativa ocorre em meio à pressão sobre os estoques americanos, que estão sendo esgotados pelas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, expondo gargalos na base industrial do país.
Reunião com líderes do setor
Trump se encontrará com CEOs de grandes empresas de defesa, como Lockheed Martin, Raytheon, General Dynamics e Northrop Grumman. O objetivo é discutir a necessidade de acelerar a fabricação de mísseis, munições e sistemas de defesa aérea, que estão em alta demanda tanto para abastecer as forças ucranianas quanto para repor os arsenais americanos enviados a Israel e outros aliados.
Estoques sob pressão
Segundo o Pentágono, os estoques de mísseis Javelin e Stinger caíram para níveis críticos, com menos de 30% do necessário para conflitos de larga escala. A guerra na Ucrânia já consumiu mais de 10 mil mísseis antitanque e 2 mil sistemas de defesa aérea portáteis, enquanto os combates em Gaza e no sul do Líbano aumentaram a demanda por bombas de precisão e interceptadores.
Gargalos industriais
A base industrial de defesa dos EUA enfrenta desafios, como escassez de componentes eletrônicos, pólvora e mão de obra especializada. O governo Trump estuda usar a Lei de Produção de Defesa para priorizar contratos e acelerar linhas de montagem. "Precisamos que nossas fábricas operem 24 horas por dia, sete dias por semana", afirmou uma fonte do governo.
Impacto geopolítico
O aumento da produção é visto como crucial para sustentar o apoio militar à Ucrânia e a Israel, sem comprometer a prontidão das forças americanas. Analistas apontam que a capacidade industrial dos EUA será testada nos próximos anos, especialmente se houver escalada de tensões com a China sobre Taiwan.



