A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, aponta o presidente Lula com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro. A vantagem de oito pontos percentuais acendeu o alerta na campanha do candidato do PL, que vê a alta rejeição como principal entrave.
Rejeição recorde e crise com Michelle
Segundo o levantamento, a rejeição a Flávio Bolsonaro atingiu 57%, o maior índice entre todos os candidatos. Aliados do senador atribuem parte desse desgaste à crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que teria se distanciado da campanha após divergências internas. “A imagem de Flávio foi afetada por essa ruptura familiar, e precisamos reverter isso rapidamente”, afirmou um coordenador da campanha, sob condição de anonimato.
Estratégia de reação
A equipe de Flávio aposta que o fim do chamado “defeso eleitoral” – período em que o governo Lula reduziu anúncios e eventos – pode diminuir a visibilidade do presidente. “Com o fim das restrições, a máquina pública volta a funcionar plenamente, e o eleitorado pode sentir menos os efeitos das benesses”, disse um estrategista. A campanha planeja intensificar críticas à gestão econômica e focar em propostas de segurança pública.
Desempenho no primeiro turno
No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 40%, Flávio com 31%, e o candidato do PSDB, Eduardo Leite, com 9%. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores presencialmente entre 12 e 14 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.



