O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou um pedido formal para que a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) e o Supremo Tribunal Federal (STF) investiguem a produção do filme 'Dark Horse', uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação, encaminhada nesta quinta-feira, aponta suspeitas de caixa dois, uso eleitoral indevido da obra e possível desvio de finalidade de emendas parlamentares.
Financiamento milionário sob suspeita
De acordo com o PT, o longa-metragem foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, com um custo estimado em cerca de R$ 60 milhões. O partido questiona a origem dos recursos e alega que a produção pode ter sido bancada com dinheiro público desviado por meio de emendas parlamentares. A sigla também pede a análise das licenças e contratos firmados para a realização do filme, que teria sido lançado estrategicamente durante o período eleitoral.
Promoção política disfarçada de arte
Para o PT, 'Dark Horse' não se trata apenas de uma obra cinematográfica, mas de um instrumento de promoção política de Bolsonaro, em um momento em que o país se prepara para novas eleições. O partido argumenta que a utilização de recursos privados e possivelmente públicos para exaltar a imagem do ex-presidente configura abuso de poder econômico e violação das regras eleitorais.
- Suspeita de caixa dois: o partido quer saber se houve doações não declaradas ou pagamentos ocultos.
- Uso de emendas parlamentares: investigação sobre possível desvio de verbas públicas para financiar o filme.
- Licenças e contratos: análise da legalidade das permissões concedidas para a produção.
O PT também solicita que a Justiça Eleitoral avalie se o filme configura propaganda eleitoral antecipada, o que é proibido por lei. A expectativa é que as autoridades competentes abram inquérito para apurar todos os detalhes do caso.



