A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. As investigações apontam irregularidades envolvendo a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
Esquema de descontos indevidos
De acordo com a PF, o esquema consistia em realizar descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. Os valores eram desviados para contas ligadas à Conafer e a outras entidades. A operação, batizada de Sem Desconto, já havia cumprido mandados de busca e apreensão em fases anteriores.
O inquérito indiciou 48 pessoas, entre dirigentes da confederação e intermediários financeiros. As investigações continuam em relação a outras entidades suspeitas de participação no esquema. A PF não descarta novos indiciamentos.
Impacto e próximos passos
O prejuízo estimado aos cofres públicos ainda não foi divulgado oficialmente, mas a PF afirma que as fraudes atingiram milhares de beneficiários. O ministro André Mendonça agora analisará o relatório para decidir sobre eventuais medidas judiciais, como abertura de ação penal ou prisões preventivas.
Em nota, a Conafer negou envolvimento em irregularidades e afirmou que colabora com as investigações. A entidade disse que os descontos eram feitos com autorização dos associados, o que contradiz as conclusões da PF.



