A Polícia Federal concluiu que a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Conafer) desviou R$ 708 milhões de aposentados do INSS em um esquema de fraudes. O relatório final da Operação Sem Desconto, divulgado nesta terça-feira, detalha como os recursos eram desviados para empresas de fachada e usados para pagamento de agentes públicos.
Funcionamento do esquema
Segundo a PF, a organização criminosa era liderada por Carlos Roberto Ferreira Lopes e contava com operadores financeiros e políticos. O esquema envolvia a criação de empresas de fachada para lavar o dinheiro desviado. Os recursos eram obtidos por meio de fraudes em benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões.
“O montante desviado chega a R$ 708 milhões, valor que deveria ter sido pago a segurados do INSS e foi desviado para enriquecimento ilícito dos envolvidos e corrupção de agentes públicos”, afirmou a PF em nota.
Impacto e investigação
O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as investigações. A PF estima que milhares de aposentados foram prejudicados. As fraudes ocorreram entre 2019 e 2024, com a Conafer atuando como intermediária para desviar os benefícios.
O relatório aponta que parte dos recursos era usada para corromper servidores do INSS e outros agentes públicos, que facilitavam as fraudes. A operação já resultou em prisões e bloqueio de bens dos investigados.



