O marqueteiro político Eduardo Bisotto, de Santa Catarina e ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), utilizou a expressão racista 'mono' — que significa 'macaco' em espanhol — para se referir ao jogador Vinicius Júnior durante uma transmissão ao vivo do amistoso entre Brasil e Egito no último sábado (8). A manifestação do marqueteiro ocorreu nesta quinta-feira (11) em uma rede social, onde declarou: 'Não esperem pedido de desculpas. Nem textão no estilo 'quem me conhece, sabe...'. Os criminosos que me atacam nas redes terão a oportunidade de provar em juízo que eu sou racista'.
As ofensas aconteceram enquanto Eduardo comentava a atuação do atacante do Real Madrid na partida pela seleção brasileira. Em tom de deboche, ele também fez referência ao recente relacionamento do jogador com a influenciadora Virginia Fonseca. 'O Virgínio é incapaz de acompanhar... A incapacidade cognitiva dessa gente me irrita', afirmou. Em seguida, usou a expressão 'mono' para se referir ao atleta: 'Vamos, ô mono'. Logo depois, uma voz feminina o repreende, chamando 'Eduardo!'. É possível ouvir ao fundo um homem rindo e o som da narração da TV.
O trecho começou a circular nas redes sociais com acusações de racismo. A live não está mais disponível em nenhuma das plataformas do marqueteiro. O g1 tenta contato com Eduardo Bisotto para obter mais esclarecimentos.
Vinicius Júnior já foi alvo de ofensas racistas diversas vezes
Vinicius Júnior, jogador da seleção brasileira e do Real Madrid, já foi alvo de ofensas racistas em várias ocasiões. Desde 2023, casos desse tipo ocorridos na Espanha ganharam grande repercussão. Há dois anos, três espanhóis foram condenados a oito meses de prisão por injúrias racistas contra o jogador. Essa sentença foi a primeira condenação na Espanha por um caso de racismo no futebol e também a primeira da onda de casos de racismo contra o brasileiro.
Repercussão e posicionamento
A atitude de Eduardo Bisotto gerou forte reação nas redes sociais, com muitos usuários condenando o uso do termo racista. O marqueteiro, no entanto, mantém sua postura desafiadora, afirmando que não pedirá desculpas e que aqueles que o acusam devem provar suas alegações na Justiça. O caso reacende o debate sobre o racismo no esporte e na sociedade.



