Marcola admite pagar R$ 249 mil a empresária amiga de Lulinha
Marcola admite pagar R$ 249 mil a empresária

O líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, admitiu em depoimento à Polícia Federal que pagou R$ 249 mil a uma empresária amiga de Lulinha, filho do ex-presidente Lula. O valor, segundo ele, seria a quitação de um empréstimo tomado pela empresária. O depoimento foi prestado no âmbito da operação que investiga lavagem de dinheiro e ligações do crime organizado com o poder público.

O depoimento de Marcola à PF

Em depoimento, Marcola afirmou que a empresária, que não teve o nome revelado, teria tomado dinheiro emprestado dele ou de pessoas ligadas a ele. Ele disse que o pagamento foi feito em parcelas e que os valores foram repassados por meio de terceiros, mas não apresentou comprovantes. A PF suspeita que o dinheiro possa ter origem ilícita, vinda de atividades do PCC.

Marcola também negou ter qualquer relação com Lulinha ou com o ex-presidente Lula. Ele disse que a amizade com a empresária era antiga, mas que não sabia de sua ligação com a família de Lula. A empresária já prestou depoimento e confirmou o empréstimo, mas disse que o pagamento foi feito de forma legal.

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Investigação em andamento

A Polícia Federal investiga se o pagamento foi uma forma de lavar dinheiro do tráfico de drogas. Os investigadores apontam que Marcola teria usado a empresária como laranja para movimentar recursos. A defesa de Marcola afirma que ele é inocente e que o depoimento foi voluntário, na tentativa de colaborar com a Justiça.

O caso ganhou repercussão nacional por envolver o filho do ex-presidente Lula, que é alvo de outra investigação. Lulinha já foi citado em delações e é investigado por supostas irregularidades em contratos. Ele nega qualquer envolvimento com o PCC ou com Marcola.

Impacto político

A oposição usou o caso para atacar o governo, questionando a relação do PT com o crime organizado. O governo, por sua vez, afirma que não há qualquer ligação e que se trata de uma tentativa de desgastar a imagem do partido. O caso está sob sigilo, mas a PF deve concluir o inquérito nos próximos meses.

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