O pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), criticou nesta segunda-feira, 15, a postura do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) que, segundo ele, impôs sigilo aos aditivos de contratos nas obras da linha 6 do metrô da capital paulista. A fala foi feita durante participação de Haddad em um painel do Fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja. O ex-ministro da Fazenda estava criticando a maneira que a agenda de privatizações vem sendo tocada pelo atual governador.
Críticas à privatização da Sabesp
“Quando a gente critica a privatização da Sabesp, é porque nós abrimos mão de R$ 3,7 bilhões na segunda tranche da venda das ações, em nome do quê que nós fizemos isso? Porque nós canalizamos a concessão para uma empresa só, acrescentando cláusulas que afastavam outros investidores? Foram três cláusulas acrescentadas para afastar os investidores, que ficam na mão de um”, observou Haddad.
Obras da linha 6 do metrô
Em seguida, Haddad também criticou o andamento das obras da linha 6 do metrô paulista. Segundo ele, houve um pagamento adicional para antecipar a entrega de um trecho da obra antes do previsto, sendo que essa obra já havia sido contratada e licitada por governadores anteriores, do PSDB.
Segundo Haddad, isso foi feito para Tarcísio “mostrar que tirou alguma coisa do papel”. “Aí você fala: deixa eu ver o contrato, o aditivo? Não, não pode, está sob sigilo de 100 anos. O que está acontecendo com a gente?”, questionou.
Comparação com gestão de Tarcísio como ministro
Ao criticar Tarcísio, Haddad ainda lembrou que, quando o seu atual opositor foi ministro da Infraestrutura, foram entregues menos concessões do que na atual gestão do PT, e que muitos dos contratos tiveram que ser revistos. “O Renan Filho concedeu mais rodovias e não estou falando 10% ou 20% a mais, estou falando o triplo.”
Defesa de sua gestão na Fazenda
Durante o painel, Haddad também argumentou, mais uma vez, que sua gestão à frente da Fazenda deixou ao País a menor inflação acumulada em quatro anos, mesmo com choques externos e guerras.



