Servidores do IBGE alertam para riscos à segurança de dados sigilosos
Servidores do IBGE alertam sobre riscos a dados sigilosos

Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão em alerta. Eles apontam que mudanças recentes na gestão do órgão podem comprometer o controle sobre dados sigilosos de cidadãos e empresas. Em um abaixo-assinado interno, os funcionários destacam riscos à autonomia do instituto e criticam acordos firmados com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e projetos de tecnologia que envolvem grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs.

Riscos à autonomia e à segurança

De acordo com os servidores, as parcerias e iniciativas tecnológicas em andamento podem fragilizar a proteção de informações sensíveis. Eles argumentam que o IBGE sempre foi referência em sigilo e segurança de dados, mas que as novas medidas ameaçam essa credibilidade. O abaixo-assinado pede maior transparência nos processos e uma fiscalização mais rigorosa sobre o uso das informações coletadas.

Importância dos dados para políticas públicas

Os dados do IBGE são fundamentais para a formulação de políticas públicas em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Qualquer vazamento ou uso indevido pode gerar desconfiança na população e comprometer a qualidade das estatísticas oficiais. Os servidores ressaltam que a segurança dos dados é essencial não apenas para a privacidade dos cidadãos, mas também para a confiança no trabalho do instituto.

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Críticas aos acordos com o Serpro e big techs

O documento critica especificamente os acordos com o Serpro, que envolvem a transferência de dados para processamento externo, e os projetos que contam com a participação de big techs. Os servidores temem que essas parcerias possam abrir brechas para o acesso não autorizado ou para o uso comercial das informações, o que seria uma violação do compromisso ético do IBGE.

Diante desse cenário, os funcionários exigem que a direção do instituto preste esclarecimentos públicos e adote medidas para garantir a integridade dos dados. Eles também pedem a criação de um comitê de fiscalização independente, com participação da sociedade civil, para monitorar o uso das informações.

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