Flávio Bolsonaro depõe por suposta ofensa a Lula: próximos passos
Flávio Bolsonaro depõe por ofensa a Lula: entenda

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prestará depoimento à Polícia Federal (PF) no âmbito de uma investigação que apura suposta ofensa dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), teve seu inquérito instaurado em junho de 2026 e agora avança para a fase de oitivas.

Contexto da investigação

De acordo com informações divulgadas pelo STF, a investigação teve início após representação da Advocacia-Geral da União (AGU), que apontou declarações do senador consideradas ofensivas à honra do presidente. O inquérito corre sob sigilo, mas fontes próximas ao caso indicam que o depoimento de Flávio Bolsonaro está marcado para as próximas semanas.

A relatoria do caso é do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a oitiva do parlamentar. A defesa de Flávio Bolsonaro já foi notificada e prepara a estratégia jurídica. O senador nega qualquer crime e afirma que suas declarações estavam dentro do direito à liberdade de expressão.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Próximos passos processuais

Após o depoimento do senador, a PF poderá realizar outras diligências, como oitiva de testemunhas e análise de provas documentais. O inquérito tem prazo de 90 dias para conclusão, prorrogável por mais 90. Caso o relatório final aponte indícios de crime, o Ministério Público Federal (MPF) poderá oferecer denúncia ao STF.

Entre os possíveis crimes investigados estão calúnia, difamação e injúria, previstos no Código Penal. A pena para esses delitos varia de 1 a 6 meses de detenção, mas, por ser parlamentar, Flávio Bolsonaro tem foro privilegiado no STF.

Repercussão política

O caso gerou reações no meio político. Lideranças do governo Lula criticaram as declarações do senador, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro defendem que se trata de perseguição política. O senador é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal adversário de Lula nas eleições de 2022.

Até o momento, a AGU não se manifestou sobre o andamento do inquérito. O STF também não divulgou detalhes adicionais, mantendo o sigilo processual.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar