Empresas pertencentes ao advogado Nelson Wilians, sócio do escritório Nelson Wilians Advogados, foram alvo de mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (15). A operação, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal, investiga um esquema de fraude tributária que teria causado prejuízo de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.
Fraude bilionária e o caso Dolly
As investigações apontam que as empresas utilizavam um complexo esquema de sonegação fiscal, envolvendo a emissão de notas fiscais falsas e a ocultação de receitas. O caso ganhou repercussão após a Receita Federal intensificar o combate a grandes devedores, movimento que o colunista do InfoMoney chama de "a virada do Fisco contra grandes devedores", citando o caso Dolly como marco.
Segundo a PF, os crimes teriam sido cometidos entre 2019 e 2023, e as buscas ocorreram em endereços ligados ao advogado em São Paulo e no Distrito Federal. Nelson Wilians ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.
Impacto no mercado e na política
A notícia das buscas abalou o mercado financeiro, especialmente as empresas do grupo, que incluem holdings e outras sociedades. O caso também tem repercussão política, já que Nelson Wilians é conhecido por sua atuação em causas de alto perfil e por sua proximidade com figuras públicas. A operação ocorre em meio a um cenário de tensão entre o governo Lula e o Congresso, com a possibilidade de tarifaço e investigações sobre emendas parlamentares.
Especialistas ouvidos pelo InfoMoney avaliam que a ação da Receita e da PF sinaliza um endurecimento no combate à sonegação fiscal, especialmente contra grandes contribuintes. "O Fisco está mirando os grandes devedores para recuperar receita e mostrar eficiência", afirma o colunista.



