O caminhoneiro Rosinaldo Aleixo, de 45 anos, responderá por falsa comunicação de crime após relatar ter sido sequestrado em Cubatão (SP). A informação foi divulgada pela Polícia Civil, que conduziu a investigação e identificou inconsistências no relato do homem. Segundo a corporação, as provas coletadas indicam que ele não foi vítima de sequestro, roubo ou qualquer outro delito.
Investigação aponta contradições
De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram diversas contradições nas declarações de Rosinaldo. A equipe realizou diligências em campo, analisou imagens de câmeras de monitoramento e reconstituiu a logística de deslocamento do caminhoneiro. Após reunir todas as evidências, a conclusão foi de que ele não foi roubado, sequestrado nem vítima de qualquer crime.
Diante dos fatos, foi elaborado um Termo Circunstanciado por falsa comunicação de crime, com base no artigo 340 do Código Penal. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Santos. O g1 não localizou a defesa de Rosinaldo até a publicação desta reportagem.
Relembre o caso
O suposto sequestro teria ocorrido no dia 17 de maio, durante uma viagem de trabalho à Baixada Santista. Rosinaldo, que trabalhava para uma transportadora do Paraná, estava na região para deixar uma carga. Colegas estranharam a falta de contato após ele informar que iria a um mercado em Cubatão. O desaparecimento levou a empresa a registrar um boletim de ocorrência e iniciar uma campanha nas redes sociais em busca de informações.
No dia 20 de maio, Rosinaldo foi encontrado no Centro de Santos e relatou à polícia que havia sido sequestrado por criminosos. Ele afirmou que foi abordado após sair de um mercado, encapuzado e levado para um cativeiro, onde teria sido ameaçado e obrigado a fornecer cartões bancários e senhas. Segundo o relato, os supostos criminosos retiraram cerca de R$ 1,5 mil das contas dele e o libertaram três dias depois.
A Polícia Civil, no entanto, após análise detalhada, concluiu que a história não passava de uma falsa comunicação de crime. O caso agora segue para as medidas legais cabíveis.



