A proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar o 'Selo Acurácia Eleitoral' foi duramente criticada pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). A entidade afirma que a iniciativa confunde ciência com 'bola de cristal' e pode incentivar práticas inadequadas, comprometendo o rigor metodológico das pesquisas.
O que prevê o selo proposto pelo TSE?
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reuniu-se com representantes dos institutos de pesquisa e apresentou uma minuta que prevê um prêmio para os levantamentos que obtiverem maior proximidade com o resultado oficial das urnas. A ideia é estimular a transparência e a precisão das pesquisas eleitorais.
Críticas da Abep
Em nota, a Abep argumentou que 'premiar institutos cujas pesquisas se aproximem dos resultados oficiais confunde ciência com adivinhação'. A associação alerta que a medida pode levar a distorções, como a adoção de metodologias que busquem apenas acertar o resultado, em detrimento da qualidade técnica e da representatividade da amostra.
Segundo a Abep, 'a pesquisa eleitoral é um instrumento científico que mede a intenção de voto em um determinado momento, e não uma previsão do resultado final'. A entidade defende que o foco deve estar no aprimoramento dos métodos e na transparência dos dados, e não em rankings de acerto.
Diálogo em andamento
O TSE, por meio de Nunes Marques, busca dialogar com os institutos para aprimorar a regulamentação das pesquisas eleitorais. A minuta do selo ainda está em fase de discussão e pode sofrer alterações antes de ser implementada. A Abep se colocou à disposição para contribuir com sugestões que fortaleçam a credibilidade do processo eleitoral.



