Câmara aprova R$ 86 mi para obra em estrada interditada em Juiz de Fora
Câmara aprova R$ 86 mi para estrada interditada em Juiz de Fora

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprovou, na terça-feira (14), a autorização para que a prefeitura contrate um financiamento de até R$ 86,42 milhões junto à Caixa Econômica Federal para a recuperação da Estrada Engenheiro Gentil Forn. A via está interditada desde as fortes chuvas de fevereiro de 2026, quando foi identificado risco geológico no trecho. A estrada é uma das principais ligações entre a Cidade Alta e a região central do município.

Recursos do FGTS e contrapartida municipal

O recurso será obtido por meio do Programa Avançar Cidades, do governo federal, com dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O valor financiado representa a maior parte do investimento previsto para a obra, estimada em R$ 90,97 milhões. A prefeitura deverá entrar com uma contrapartida de cerca de R$ 4,55 milhões. Agora, o projeto de lei, de autoria do próprio Executivo, deve ser sancionado pela prefeita Margarida Salomão (PT).

Detalhamento das intervenções previstas

O projeto de recuperação prevê obras de contenção para garantir a estabilidade do terreno, que fica no mesmo maciço do Morro do Cristo. Entre as intervenções estão: instalação de 1.100 metros de cortina atirantada; execução de mais de 4 mil metros quadrados de solo grampeado; contenções em rocha; novos sistemas de drenagem; pavimentação; e construção de passeios acessíveis.

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Impacto na mobilidade e na rotina dos moradores

Segundo a administração municipal, a interdição da estrada impactou a mobilidade urbana da cidade. Cerca de 13 mil veículos por dia precisaram buscar rotas alternativas, 20 linhas de ônibus tiveram alterações nos trajetos e aproximadamente 52 mil moradores foram afetados. De acordo com a motorista Eunice Fraga, o fechamento da via aumentou o tempo de deslocamento, que antes levava 15 minutos. "Hoje eu levo de 35 a 40 minutos passando por duas estradas que não têm infraestrutura e são perigosas", disse em entrevista à TV Integração. Já a professora Fernanda Moisés afirmou que a interdição trouxe insegurança. "Ficou absolutamente deserta. As pessoas que praticavam esportes e caminhavam aqui foram abordadas por assaltantes. Há muito temor pela segurança", finalizou.

Próximos passos

Com a aprovação da Câmara, a prefeitura poderá formalizar o contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal e avançar nas etapas necessárias para o início das obras. O g1 entrou em contato com a prefeitura para saber se há previsão para o início dos trabalhos, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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