O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Rogério Correia (PT-MG), manifestou-se a favor de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) se afaste temporariamente da liderança do governo no Congresso para se dedicar integralmente à sua defesa. A declaração ocorre após Wagner ter sido alvo da Operação Compliance, deflagrada pela Polícia Federal.
Posicionamento de Rogério Correia
Em entrevista, Correia destacou que, embora o Partido dos Trabalhadores (PT) apoie o senador, é necessário que haja uma investigação completa e transparente. “Apoiamos o companheiro Jaques Wagner, mas é importante que ele possa se dedicar à sua defesa sem o peso da liderança. Isso não significa culpa, mas sim respeito ao processo legal”, afirmou o deputado.
Reação do PT e do governo
A cúpula do PT ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de afastamento, mas fontes indicam que a legenda deve manter o apoio a Wagner. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, reiterou sua posição de não interferir nos trabalhos da Polícia Federal, reforçando a independência das instituições.
Operação Compliance
A Operação Compliance investiga supostas irregularidades em contratos públicos. Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e atual senador, é um dos investigados. Até o momento, não há decisão judicial que determine o afastamento do parlamentar de suas funções.
Debate sobre independência institucional
O caso reacendeu o debate sobre a presunção de inocência e a autonomia dos órgãos de investigação. Enquanto aliados de Wagner pedem cautela, a oposição critica a demora em esclarecer os fatos. A expectativa é que o Senado Federal acompanhe o desenrolar das investigações.
Rogério Correia concluiu sua fala destacando que “a transparência e o respeito às instituições são fundamentais para a democracia”. O desfecho do caso deve influenciar a articulação política do governo no Congresso nas próximas semanas.



