O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (14) que vai defender a forma como a Casa vem alocando e executando suas emendas parlamentares. A declaração ocorre mesmo após a Polícia Federal (PF) identificar que parlamentares sem mandato têm influenciado na destinação dos recursos.
Investigações da PF e decisão de Dino
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou operações contra o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e contra o ex-deputado Eduardo Cunha. Na segunda-feira (13), Dino também cobrou explicações sobre a execução de emendas das comissões de saúde da Câmara e do Senado.
Posicionamento de Hugo Motta
“Vamos defender aquilo que está sendo feito. Temos a convicção de que a Câmara está cumprindo a lei acerca da aplicabilidade, da execução das emendas e nós vamos demonstrar isso dentro do processo”, afirmou Motta. Esta foi a primeira manifestação do presidente da Câmara após a divulgação da decisão de Dino no último domingo (12), que bloqueou R$ 6 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha.
Contexto das emendas
Estudo aponta que mais de R$ 1 bilhão em emendas de comissão foram liberadas sem identificação do autor. A situação levanta questionamentos sobre a transparência e o controle na destinação de recursos públicos.
Motta reforçou que a Câmara atua dentro da legalidade e que apresentará provas no processo. A defesa ocorre em meio a pressões do STF e da PF por maior clareza na execução orçamentária.



