Família denuncia negligência após morte de mulher em Araçatuba
Família denuncia negligência após morte em Araçatuba

A família de Esther Aparecida Ramos De Oliveira Santos, de 32 anos, registrou boletim de ocorrência nesta terça-feira (14) denunciando suspeita de negligência médica após ela ser atendida oito vezes na rede pública de Araçatuba (SP) e morrer em casa no dia 9 de julho. O irmão da vítima formalizou a denúncia.

Atendimentos iniciais e sintomas gripais

Segundo o registro policial, Esther procurou o Pronto-Socorro Municipal no dia 25 de junho com sintomas gripais e pneumonia. Ela foi submetida a exames, incluindo radiografia de tórax, e liberada com prescrição de medicamentos. Três dias depois, em 28 de junho, retornou ao pronto-socorro sem melhora, queixando-se de falta de ar, dor no peito e formigamento no braço. Os médicos substituíram a medicação ao constatar elevação na frequência cardíaca e alterações no diabetes, e ela recebeu alta.

Piora do quadro e novas avaliações

No dia 1 de julho, Esther foi à Unidade Básica de Saúde (UBS) São José, onde foi informada de que seu quadro era grave e deveria retornar ao pronto-socorro. No dia 2, houve piora significativa, e o Samu foi acionado em sua casa. Levada ao Pronto-Socorro, relatou dor abaixo da costela. O médico analisou a radiografia anterior, descartou pneumonia grave e levantou hipótese de crise de ansiedade. O irmão relatou que Esther também mencionava dores constantes, levando o médico a cogitar pedra na vesícula e orientar ultrassonografia em clínica particular. Ela fez o exame e retornou ao PS, mas o médico manteve o diagnóstico de ansiedade e a liberou.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Últimos atendimentos e óbito

Em 3 de julho, Esther foi à UBS São José, recebeu soro intravenoso, medicação inalatória e ficou em observação por cerca de uma hora, sendo liberada. No dia 6, pela manhã, retornou à UBS e foi orientada a voltar à tarde por falta de horário. Ao retornar, os profissionais solicitaram transferência urgente por suspeita de embolia pulmonar. Ela foi levada ao PS, fez novos exames, mas, apesar de falta de ar, dor no peito e no braço, recebeu alta novamente. No dia 9 de julho, Esther morreu em casa. O atestado de óbito indica causa indeterminada. Ela deixou dois filhos: uma bebê de quatro meses e um menino de três anos.

Investigação e posição da prefeitura

O caso é investigado pela Polícia Civil. A Prefeitura de Araçatuba lamentou a morte em nota e informou que requisitou à Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE), gestora do Pronto-Socorro Municipal, informações sobre o atendimento. O caso será analisado pelo Comitê de Mortalidade Municipal.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar