Marinho critica proibição de visita de Flávio a Bolsonaro e cita Lula
Marinho critica proibição de visita de Flávio a Bolsonaro

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, criticou nesta segunda-feira (13) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Flávio de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em nota, Marinho classificou a medida como "autoritária" e "desproporcional", afirmando que a decisão tenta tornar Jair Bolsonaro "incomunicável".

Comparação com Lula e alegação de perseguição

Segundo Marinho, a proibição representa uma "interferência no jogo político" e reforça a percepção de perseguição ao ex-presidente e à oposição. O parlamentar comparou a situação de Bolsonaro à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando esteve preso entre 2018 e 2019. Marinho afirmou que Lula recebeu visitas, manteve interlocução política com aliados, divulgou cartas públicas e concedeu entrevistas durante o período em que esteve preso.

"Não buscamos privilégios, mas igualdade perante a lei", disse Marinho na nota. Para ele, impedir o contato entre pai e filho após a divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro configura uma tentativa de silenciamento e representa uma prática "própria de regimes autoritários".

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Decisão de Moraes e fundamentos

O ministro Alexandre de Moraes decidiu suspender, durante 90 dias, as visitas do senador Flávio ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar. Moraes considerou que a leitura, por Flávio Bolsonaro, de uma carta do pai durante uma transmissão em uma rede social no sábado (11) desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.

Com a decisão, Flávio e Bolsonaro não poderão se ver até meados de outubro, após a realização do primeiro turno das eleições 2026, marcado para o dia 4 de outubro. Considerando a data da decisão, a proibição vale até o dia 11 de outubro.

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