Janja defende 50% das cadeiras no Congresso para mulheres
Janja defende 50% das cadeiras no Congresso para mulheres

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, defendeu nesta segunda-feira (13) uma divisão paritária das cadeiras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal entre homens e mulheres. Em entrevista ao programa Frente a Frente, dos jornais UOL e Folha de S.Paulo, ela afirmou que não quer mais cotas, mas sim 50% das vagas para cada gênero.

Proposta de reforma eleitoral com listas separadas

Segundo Janja, a solução seria criar duas listas de candidatos eleitos, uma para homens e outra para mulheres, garantindo metade das vagas para cada gênero. “Há dois anos, eu tenho falado que não quero mais cota. Eu quero 50% de cadeiras para as mulheres”, declarou a primeira-dama. Atualmente, a legislação eleitoral brasileira reserva 30% das candidaturas para mulheres, mas não há garantia de assentos ocupados.

Atuação sem cargo público e transparência

Questionada sobre seu papel no governo, Janja rebateu críticas de que atuaria sem transparência. Ela afirmou que o Palácio do Planalto já disponibiliza mecanismos de prestação de contas de suas atividades, mas que a imprensa não demonstra interesse. “Se a imprensa não quer saber, ou as pessoas não querem saber e não me procuram, aí não é responsabilidade minha. Eu não sei se um cargo é o fato. Não existe um cargo para o lugar que eu estou”, disse.

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Janja também defendeu sua opção por se hospedar em embaixadas brasileiras e viajar em classe executiva, justificando que são medidas de segurança. Em ocasiões anteriores, ela classificou as críticas a seus gastos como “misoginia” e afirmou ser a única primeira-dama que trabalha.

Solidariedade a Michelle Bolsonaro e Damares Alves

A primeira-dama comentou os recentes desentendimentos políticos sofridos pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) com aliados da direita. Janja disse se solidarizar com ambas e condenou a violência política de gênero, independentemente de ideologia. “Eu presto total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela. A questão da violência contra a mulher e a misoginia não tem lado. Não tem direita nem esquerda, conservador ou progressista”, afirmou.

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