Um homem de 32 anos apontado pela Guarda Municipal de Vitória como integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso na tarde desta segunda-feira (13), na Rodoviária de Vitória. Segundo a corporação, o investigado, que não teve o nome divulgado, era procurado pela Justiça de Minas Gerais há mais de três anos e foi detido enquanto aguardava um ônibus com destino a São Paulo.
Prisão foi resultado de trabalho de inteligência
De acordo com a Guarda, a prisão foi resultado de um trabalho da Gerência de Inteligência (GI), que identificou a possível tentativa de fuga do suspeito. Após monitoramento, equipes de patrulhamento realizaram a abordagem e confirmaram a existência de dois mandados de prisão em aberto e encaminharam o homem para a delegacia.
Não foi informado há quanto tempo o homem estava no Espírito Santo, nem se já cometeu algum crime no estado. A Polícia Civil foi procurada para informar sobre o procedimento adotado na delegacia, mas não houve retorno até a publicação da reportagem.
Procurado por dois assaltos em Minas Gerais
Segundo a Guarda de Vitória, o suspeito era procurado desde 2023, quando foi condenado por participar de um assalto a uma agência dos Correios no município de Monte Belo, em Minas Gerais. A pena é de seis anos, cinco meses e 28 dias de prisão em regime fechado, mas não havia sido cumprida porque ele estava foragido.
Além da condenação, o homem também é investigado por participação em outro assalto, em Itamogi, outra cidade mineira. Conforme as investigações da Polícia Civil mineira, ele integrava uma quadrilha especializada em roubo de veículos e máquinas agrícolas. A organização foi identificada após um crime ocorrido em fevereiro de 2021, quando uma família foi feita refém durante um roubo em uma propriedade rural. Na ocasião, parte do grupo foi presa após perseguição policial, que terminou em um acidente e na morte de um dos reféns. Por esse caso, a Justiça de Minas Gerais expediu um segundo mandado de prisão contra o suspeito, em março do ano passado.
Ligação com o PCC
Segundo a comandante da Guarda de Vitória, Fabiana Gonçalves, informações compartilhadas entre forças de segurança indicam que o homem teria ligação com a chamada 'Geral do Cadastro' do PCC, setor responsável pelo controle de integrantes da facção, incluindo dados como apelidos, local de atuação, data de ingresso e histórico criminal.



