O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta quarta-feira (14) que a base aliada votará a favor da medida provisória (MP) que estabelece o frete mínimo para caminhoneiros. A declaração foi dada após reunião com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e representantes da categoria.
Negociação com caminhoneiros
Segundo Guimarães, o texto da MP foi amplamente discutido com os caminhoneiros e atende às principais reivindicações da categoria. “Estamos confiantes de que a matéria será aprovada com ampla maioria”, disse o deputado. A MP, que perde a validade no próximo dia 20, tramita em regime de urgência e precisa ser votada até lá para não caducar.
O frete mínimo é uma das promessas do governo federal para conter a insatisfação dos caminhoneiros, que ameaçam paralisação. A proposta estabelece valores mínimos por quilômetro rodado para diferentes tipos de carga, com base em estudos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Impacto econômico
Especialistas apontam que a aprovação da MP pode impactar o custo do frete em até 30%, o que geraria pressão inflacionária sobre produtos transportados, especialmente alimentos e combustíveis. Por outro lado, a medida é vista como essencial para garantir a renda mínima dos caminhoneiros, que enfrentam custos crescentes com diesel e pedágios.
“Se a MP não for aprovada, o risco de greve é real e pode paralisar o país”, alertou Guimarães. O governo estima que a medida beneficiará cerca de 800 mil caminhoneiros autônomos.
Próximos passos
A votação está prevista para a próxima terça-feira (20), último dia de validade da MP. O líder do governo afirmou que já há acordo com a maioria dos partidos da base, mas ainda há resistência de algumas legendas da oposição, que criticam a intervenção no mercado de fretes.
“Estamos abertos ao diálogo, mas não podemos permitir que a medida caduque por falta de acordo”, completou Guimarães. A expectativa é que o texto seja aprovado sem grandes alterações em relação ao original.



