A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Senado em 2026 adotou uma estratégia calculada para evitar confronto público com a ex-ministra Damares Alves (Republicanos), que também disputa uma vaga na Casa. Segundo aliados do senador, a decisão foi tomada após avaliação de que uma briga aberta poderia desgastar sua imagem e beneficiar adversários.
Estratégia de neutralidade
O cálculo da equipe de Flávio é que Damares, com forte base evangélica e trânsito no eleitorado conservador, poderia atrair votos que também interessam ao senador. Em vez de atacá-la, a campanha optou por um discurso de união da direita, evitando críticas diretas. Nos bastidores, aliados afirmam que Flávio não quer repetir o desgaste de 2022, quando enfrentou ataques internos no partido.
Uma fonte próxima ao senador afirmou: "Não vamos comprar briga pública com a Damares. O foco é apresentar propostas e mostrar trabalho. Briga interna só fortalece a esquerda."
Impacto na corrida eleitoral
A disputa por uma das duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal promete ser acirrada. Além de Flávio e Damares, outros nomes como a deputada federal Bia Kicis (PL) também são cotados. Pesquisas internas mostram que ambos os candidatos têm potencial de votos entre 15% e 20%, o que torna o confronto direto arriscado.
Damares, por sua vez, já sinalizou que não recuará. Em evento recente, ela disse: "Estou preparada para a disputa, mas não vou atacar ninguém. Meu compromisso é com a família e com Deus." A estratégia de Flávio, portanto, é manter a neutralidade e focar na sua base eleitoral no DF, onde já foi eleito deputado estadual e federal.
Contexto político
A relação entre Flávio Bolsonaro e Damares Alves nunca foi de confronto aberto, mas ambos pertencem a campos que disputam o mesmo eleitorado conservador. Enquanto Flávio carrega o sobrenome Bolsonaro e a máquina do PL, Damares tem o apoio de igrejas evangélicas e do Republicanos. A decisão de não comprar briga pública é vista como pragmática: evita desgaste e preserva alianças futuras.
Com a aproximação das eleições de 2026, a campanha de Flávio Bolsonaro continuará monitorando os movimentos de Damares, mas sem iniciativas de ataque. O objetivo é garantir a vaga sem perder capital político para confrontos internos.



