O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, negou nesta quarta-feira (14) que possua uma cota pessoal de emendas parlamentares e afirmou ser natural que presidentes de partido indiquem emendas. A declaração foi dada após questionamentos sobre a destinação de recursos do orçamento secreto.
Esclarecimentos sobre a indicação de emendas
Rueda explicou que, como líder partidário, tem o papel de articular e indicar emendas que atendam aos interesses do partido e da base aliada. “Não existe cota pessoal. O que existe é a indicação de emendas pelos presidentes de partido, que é um procedimento normal dentro da dinâmica política”, disse.
Segundo ele, as indicações são feitas em conjunto com os parlamentares e seguem critérios técnicos e políticos. “Nós discutimos com os deputados e senadores quais são as prioridades para cada região. Não há nada de pessoal nisso”, completou.
Contexto do orçamento secreto
As declarações ocorrem em meio a investigações sobre o chamado orçamento secreto, que destinou bilhões de reais em emendas sem transparência. Rueda afirmou que o União Brasil sempre atuou dentro da legalidade e que as indicações são públicas.
“O partido tem um portal de transparência onde todas as emendas indicadas são divulgadas. Não há nenhum segredo”, destacou. Ele também criticou a politização do tema e disse que a oposição tenta criar factoides.
Reações e próximos passos
Parlamentares de oposição questionaram a concentração de poder nas mãos dos presidentes de partido e pediram mais transparência na distribuição das emendas. Rueda rebateu, afirmando que o sistema atual é eficiente e que mudanças podem gerar mais burocracia.
“O importante é que as emendas cheguem às obras e serviços. Se houver qualquer irregularidade, que seja investigada, mas não se pode generalizar”, concluiu.



