Num planeta cada vez mais acossado por tragédias climáticas, o Congresso Nacional brasileiro adotou uma agenda que representa um perigoso retrocesso ambiental. Segundo editorial do jornal O Globo, tramitam atualmente 13 propostas legislativas que visam reduzir áreas de conservação, ameaçando ecossistemas fundamentais para o equilíbrio ecológico do país.
O avanço das propostas de retrocesso
As 13 proposições em andamento no Legislativo incluem projetos de lei e decretos legislativos que diminuem os limites de unidades de conservação ou flexibilizam regras de proteção. Uma das áreas sob risco é a Estação Ecológica de Taiamã, em Mato Grosso, que foi recentemente ampliada, mas agora corre o risco de encolher. O editorial destaca que essa tendência ocorre justamente quando os efeitos das mudanças climáticas se intensificam, com secas severas, enchentes e queimadas recordes.
Impacto nas unidades de conservação
A redução de áreas protegidas não afeta apenas a biodiversidade, mas também compromete serviços ecossistêmicos essenciais, como a regulação do clima e dos recursos hídricos. O editorial ressalta que as unidades de conservação são importantes barreiras contra o desmatamento e a degradação ambiental, e seu enfraquecimento pode acelerar a perda de vegetação nativa. Além disso, a agenda de retrocesso desrespeita compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como as metas do Acordo de Paris.
A necessidade de reação da sociedade
Diante desse cenário, o editorial do GLOBO conclama a sociedade civil e os demais poderes a reagirem contra essas iniciativas. A pressão popular e a atuação do Ministério Público e do Judiciário são apontadas como fundamentais para barrar o avanço dessas propostas. A preservação ambiental, argumenta o texto, não é um obstáculo ao desenvolvimento, mas sim uma condição para a sustentabilidade econômica e social do país a longo prazo.



