O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou que aguarda uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir os rumos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados, é considerada uma prioridade por movimentos sociais e parte da base governista, mas enfrenta resistências no Senado.
Reaproximação necessária
Segundo fontes próximas a Alcolumbre, a relação com o Palácio do Planalto está estremecida desde a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O senador busca uma reaproximação para destravar pautas de interesse do governo, mas também para garantir que a PEC não seja votada sem um acordo prévio.
Governo age para evitar pautas-bomba
Nesta terça-feira, chefes da articulação política e da Fazenda procuraram Alcolumbre para evitar que iniciativas consideradas 'pautas-bomba' sejam votadas. Entre elas, projetos que podem gerar um custo fiscal estimado em R$ 270 bilhões, incluindo a renegociação de dívidas estaduais e mudanças nas regras de aposentadoria. O governo teme que a aprovação dessas matérias desorganize as contas públicas.
Ainda não há definição sobre um acordo. Alcolumbre condiciona a pauta da PEC a uma sinalização clara de Lula sobre o apoio do governo à proposta e a outros interesses do Senado. A expectativa é que a conversa ocorra nos próximos dias.



