Zema reacende guerra com Flávio Bolsonaro e critica relação com banqueiro
Zema reacende guerra com Flávio Bolsonaro e critica relação

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) reacendeu, nesta sexta-feira, 19, o embate político com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em novas declarações, Zema afirmou que nunca foi próximo ao parlamentar e voltou a criticar a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no caso Dark Horse.

Críticas diretas ao senador

“Não concordo com quem lida com esse banqueiro que mostrou ser um grande bandido. Não posso aplaudir ninguém que se aproximou dele”, declarou Zema, referindo-se ao episódio em que um áudio vazado mostra Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro. O caso Dark Horse gerou forte repercussão e levou Zema a classificar a atitude como “imperdoável”.

Encontro recente e reaproximação frustrada

Apesar de negar proximidade, Zema e Flávio estiveram juntos no início de junho durante um evento do setor pecuário em Belo Horizonte. Na ocasião, os dois dividiram o palanque, brindaram com copos de leite e Zema declarou que “a direita está mais unida do que nunca”. Aquele foi o primeiro encontro entre os pré-candidatos após as críticas iniciais ao caso Dark Horse. No entanto, a trégua durou apenas dez dias.

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Em entrevista ao canal Brasil Paralelo no dia 12 de junho, Zema voltou a atacar: “Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do Brasil? Eu acho que é difícil alguém querer aplaudir quem esteve, quem conviveu, com uma pessoa como ele”.

Reação imediata no campo bolsonarista

As declarações provocaram forte reação entre aliados de Flávio Bolsonaro. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou o X para defender o irmão e sugerir um rompimento com o Partido Novo. O desconforto chegou à própria legenda de Zema. O diretório estadual do Novo em Santa Catarina retirou o convite ao pré-candidato para o 7º Encontro Estadual do partido, marcado para 4 de julho em Joinville, e advertiu que poderá se posicionar contra sua indicação caso não haja “mudança drástica e imediata” na equipe de comunicação da campanha.

O episódio evidencia a fragilidade da união da direita na corrida presidencial de 2026 e expõe as tensões internas entre o Novo e o bolsonarismo.

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