O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que as movimentações financeiras que envolvem seus familiares, alvos de uma operação da Polícia Federal (PF), são fruto de atividades profissionais e empresariais legítimas. A declaração foi dada em nota oficial divulgada nesta terça-feira (4), após a deflagração da operação que investiga suspeitas de irregularidades em contratos públicos.
O que diz a defesa
Na nota, Weverton Rocha ressalta que todas as transações realizadas por seus familiares têm origem lícita e estão devidamente declaradas aos órgãos de controle. O parlamentar também afirmou que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e que confia na apuração da PF.
"As movimentações financeiras citadas decorrem de atividades profissionais e empresariais desenvolvidas por meus familiares ao longo de anos, sempre com transparência e dentro da lei", diz trecho da nota. "Reitero minha confiança na Justiça e na Polícia Federal, que certamente concluirão pela inexistência de qualquer irregularidade."
Entenda a operação
A operação da PF, deflagrada na manhã de hoje, cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a familiares do deputado. As investigações apontam possíveis desvios de recursos públicos em contratos firmados com prefeituras do Maranhão.
Segundo a PF, as suspeitas envolvem a utilização de empresas de fachada para lavagem de dinheiro e superfaturamento de contratos. Os valores investigados podem chegar a R$ 10 milhões, conforme estimativas iniciais.
Repercussão política
O caso gerou repercussão imediata no cenário político. Aliados do deputado saíram em sua defesa, enquanto adversários cobram explicações. Weverton Rocha, que é pré-candidato ao governo do Maranhão, afirmou que não vai se abalar e que segue trabalhando normalmente.
Em nota, a assessoria do deputado informou que ele não foi alvo de mandado de prisão e que colabora com as investigações. "O deputado reitera seu compromisso com a ética e a transparência e acredita que a verdade prevalecerá", conclui a nota.



