A proibição de encontros políticos entre Jair Bolsonaro e seus aliados, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gera preocupação na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às vésperas das convenções partidárias. Segundo interlocutores próximos, a medida dificulta a resolução de impasses e a transmissão de orientações estratégicas diretamente pelo ex-presidente.
Impacto na articulação política
Aliados de Flávio avaliam que o veto compromete a capacidade de alinhar apoios e definir candidaturas em um momento crucial do calendário eleitoral. Com as convenções se aproximando, a ausência de Bolsonaro como articulador presencial reduz a agilidade nas negociações. “A gente perde a chance de resolver pendências de última hora com quem tem peso político para isso”, afirmou um assessor sob condição de anonimato.
Fortalecimento de Michelle e tensões familiares
A nova rotina também fortalece o papel de Michelle Bolsonaro, que passa a ser a principal intermediária na comunicação com o ex-presidente. Em um momento de tensão entre madrasta e enteado, a influência de Michelle cresce, gerando atritos internos. Em ato pró-anistia do 8 de Janeiro, realizado em 6 de abril de 2025, Michelle discursou ao lado de Bolsonaro, Carlos, Flávio e Jair Renan, evidenciando sua proximidade com o núcleo político.
Interlocutores da campanha de Flávio reconhecem que a situação eleva o desconforto, mas evitam críticas públicas. “A família precisa estar unida, mas o veto complica tudo”, disse outra fonte. A proibição de encontros políticos, prevista para durar até o fim do processo judicial, deve continuar afetando a estratégia eleitoral do clã Bolsonaro.



