O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma aparição antes do início oficial do UFC 250, evento de MMA realizado no gramado da Casa Branca, em Washington, na noite deste domingo (14). Trump apareceu na sacada da residência oficial acompanhado de Dana White, CEO do UFC, e os dois acompanharam a execução do hino nacional norte-americano antes das lutas. Eles também foram fotografados no Salão Oval da Casa Branca.
Evento como parte das celebrações do 250º aniversário
O governo Trump trata o evento como parte das comemorações do 250º aniversário da independência dos EUA, celebrado em 4 de julho. No entanto, a luta coincide com o aniversário de 80 anos do presidente, sendo vista como um "presente" a ele. Um octógono provisório chamado "The Claw" foi montado nos jardins da Casa Branca para o evento, que conta com 14 competidores do UFC, incluindo o brasileiro Alex Pereira, conhecido como Poatan.
Críticos questionam o evento de US$ 60 milhões (R$ 308 milhões), chamado "UFC Freedom 250", considerando-o insensível em meio à alta do custo de vida causada pela guerra no Irã. O anúncio oficial foi feito por Trump em 6 de maio, no Salão Oval, quando ele elogiou Poatan: "Eu o vi nocautear muita gente. É isso que ele faz, ele nocauteia pessoas. Ele tem uma mão grande e poderosa."
Laços estreitos com o UFC
Trump tem relações próximas com os líderes do UFC, tendo assistido a várias lutas e conquistado a base de fãs homens jovens, cruciais para sua ascensão política. A amizade com Dana White começou nos anos 2000, quando o Trump Taj Mahal, cassino em Atlantic City, sediou eventos do UFC. Desde que voltou à presidência, Trump comparece frequentemente a lutas da organização.
O secretário de Estado Marco Rubio elogiou o evento ao assinar um acordo de cooperação com White para promover o MMA mundialmente. "É disso que se trata o domingo, é um presente para o povo americano", disse Rubio, estimando que o evento seria assistido por "provavelmente um bilhão de pessoas em todo o mundo".
Estrutura e controvérsias
Cerca de 4.000 pessoas assistirão à luta na arena, com mais da metade dos ingressos destinados a membros das Forças Armadas. Outras 125.000 pessoas poderão acompanhar em um telão do lado de fora da Casa Branca. A arena pesa 600 toneladas, tem 47 metros de largura e 28 de altura, sendo mais alta que a própria Casa Branca. O octógono foi montado no gramado histórico onde Bill Clinton sediou os Acordos de Paz de Oslo em 1993 e onde Richard Nixon fez seu discurso de despedida.
Antes do evento, o governo enfrentou uma ação judicial alegando uso indevido de espaços públicos para enriquecer aliados do presidente. A Casa Branca rejeitou as acusações e descartou a sugestão de Trump de manter a arena permanentemente, como a Torre Eiffel. Joshua Fisher, diretor de Gestão e Administração da Casa Branca, afirmou que "The Claw" será desmontada imediatamente após o evento.
Fãs criticaram o card, considerado decepcionante, com apenas duas disputas de cinturão. Poatan enfrentará o francês Ciryl Gane pelo título interino dos pesos-pesados. Em seguida, o campeão peso-leve Ilia Topuria enfrenta o campeão interino Justin Gaethje, um dos dois únicos americanos com cinturão do UFC.
Reformas na Casa Branca
Outros esforços de Trump para deixar sua marca incluem a demolição de parte do Jardim das Rosas para um salão de festas semelhante a Mar-a-Lago; placas partidárias na Calçada da Fama Presidencial; reforma do banheiro do Quarto Lincoln e do Salão das Palmeiras; novos mastros de bandeira; demolição da Ala Leste para um salão de baile; repintura do Edifício Executivo Eisenhower; e construção de um arco de 76 metros no Lincoln Memorial.



