O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) rejeitou, nesta semana, uma ação movida por aliados do governador Elmano de Freitas que buscava anular a decisão da convenção da federação União-Progressista. Com isso, fica validado o apoio oficial do bloco partidário à pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado nas Eleições 2026.
Decisão mantém aliança partidária
A ação, apresentada por membros da base de Elmano, questionava a legalidade da convenção que também oficializou o Capitão Wagner e Roberto Cláudio como candidatos na chapa do PSDB. No entanto, o TRE entendeu que não houve irregularidades no processo e manteve a decisão tomada pelo diretório estadual da federação.
O relator do caso, desembargador Antônio Carlos de Souza, destacou em seu voto que a convenção seguiu todos os trâmites estatutários e legais, não havendo motivos para intervenção judicial. "A federação partidária tem autonomia para definir seus rumos, desde que respeitadas as normas vigentes", afirmou.
Impacto na corrida eleitoral
A decisão é um revés para o grupo político de Elmano de Freitas, que tentava enfraquecer a aliança entre União Brasil e Progressistas em torno da candidatura de Ciro. Com o apoio formalizado, Ciro Gomes ganha maior estrutura partidária para a disputa, incluindo tempo de rádio e TV e acesso a recursos do fundo eleitoral.
Analistas políticos apontam que a união de forças em torno de Ciro pode polarizar ainda mais o cenário no Ceará, que deve ter como principal adversário o próprio Elmano, caso seja candidato à reeleição. A federação União-Progressista reúne hoje três partidos com representação no Congresso, o que dá musculatura à campanha.
Próximos passos
Com a decisão do TRE, a chapa encabeçada por Ciro Gomes segue confirmada para o registro de candidatura, que deverá ocorrer até agosto. O Capitão Wagner, que disputou o governo em eleições anteriores, deve concorrer ao Senado, enquanto Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, ficará como candidato a vice-governador.
O grupo de Elmano ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas especialistas acreditam que as chances de reversão são baixas, já que a decisão do TRE foi unânime. Enquanto isso, as lideranças partidárias já articulam os próximos passos da campanha, que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos no estado.



