Semifinais de 2026: um dos maiores confrontos da história?
As semifinais da Copa do Mundo de 2026 colocam frente a frente Argentina, Espanha, França e Inglaterra, seleções que acumulam juntas 7 títulos mundiais. De acordo com análise do blog A Bancada Direto ao Ponto, trata-se de uma das semifinais mais relevantes desde 1990, quando Alemanha, Itália, Inglaterra e Argentina somavam 9 títulos na época (três deles conquistados posteriormente). Antes disso, apenas a semifinal de 1970 teve peso semelhante, com Brasil, Itália, Alemanha e Uruguai totalizando também 7 títulos.
Espanha: a caçula das campeãs em busca do bi
A Espanha disputa apenas a sua segunda semifinal em Copas. Campeã em 2010, a seleção espanhola nunca mais chegou sequer às quartas de final, apesar de ter se tornado a única tetracampeã da Eurocopa (1964, 2008, 2012 e 2024). Caso vença, igualaria Uruguai e França na contagem de títulos (2) e deixaria a Inglaterra para trás.
Inglaterra: 60 anos do único título e a chance de 'trazer o futebol para casa'
A Inglaterra venceu sua única Copa em 1966, como anfitriã, em uma edição marcada por polêmicas, incluindo acusações de favorecimento e o 'gol fantasma' de Geoff Hurst na prorrogação contra a Alemanha Ocidental. Uma vitória em 2026 'apagaria essa mancha', segundo o blog, e evitaria a ultrapassagem da Espanha, igualando o número de títulos da rival França.
França: favorita em busca do tri e de feito histórico
A França é considerada a grande favorita. Caso passe pela Espanha, alcançará sua quinta final em oito edições de Copa — feito que apenas a Alemanha conseguiu (seis finais em dez edições, de 1954 a 1990). Com um terceiro título, 'Les Bleus' se tornariam a grande candidata a alcançar o penta do Brasil, especialmente com os maiores vencedores ausentes das semis pela primeira vez na história. Além disso, igualaria a Argentina em número de conquistas.
Argentina: em busca do tetra consecutivo e o legado de Messi
A Argentina tenta o quarto título, o segundo consecutivo — algo que apenas Brasil (1958 e 1962) e Itália (1934 e 1938) conseguiram. Caso chegue à final, fará sua terceira decisão em quatro edições. O blog levanta a questão: Lionel Messi estaria 'autorizado' a ser considerado da grandeza de Pelé ao conquistar a segunda Copa 'estando em campo'? (Pelé se lesionou em 1962 e Garrincha foi o destaque). O autor aponta a dificuldade de preservação da memória do futebol brasileiro diante desse cenário.
Colonialismo e cultura pop na Copa
O blog também destaca dois temas: como o colonialismo transformou a Copa do Mundo, exemplificado pela França, hoje majoritariamente negra e com descendentes de países árabes e africanos; e o 'hype renovado' da música 'Wonderwall', do Oasis, que embala as comemorações da Inglaterra. O autor brinca que prefere ouvi-la no dia 19 de julho (data da final).
Indicações de leitura: futebol, política e psicologia
O livro 'Futebol e pátria: o futebol e as narrativas da nação na Argentina', de Pablo Alabarces (Editora Ludopédio, 2026), analisa a relação entre futebol e identidade nacional argentina, especialmente no confronto contra a Inglaterra, repleto de simbolismo político e histórico. Já o artigo 'Como Messi, Mbappé e Haaland usam a cabeça para ter uma vantagem psicológica na Copa do Mundo', do neuropsicologista Eric Zillmer (The Conversation, 2026), explora cinco princípios psicológicos que diferenciam os craques: perturbação, aptidão de atenção, divagação mental controlada, resiliência e criatividade tática.



