Frustração e inveja: torcedor brasileiro vê semis sem o Brasil na Copa
Frustração e inveja: torcedor brasileiro vê semis sem o Brasil

O torcedor brasileiro está vivendo uma sensação agridoce nesta reta final da Copa do Mundo de 2026. Sem a Seleção Brasileira, restam apenas quatro seleções: Espanha, França, Argentina e Inglaterra. Para quem acompanha o futebol com paixão, a ausência do Brasil é um misto de frustração e inveja – ou, como define a colunista Ana Thaís Matos, em sua coluna exclusiva para assinantes, uma verdadeira “dor de cotovelo”.

A jornalista e comentarista de futebol da TV Globo não esconde o incômodo de ver o Brasil de fora, mas reconhece o mérito dos times que seguem vivos. “O que vai ter de brasileiro sendo inglês nessa semifinal... acho que serei um deles”, escreve, em tom de confissão e ironia, referindo-se ao fato de que muitos brasileiros agora torcerão para a Inglaterra de Jude Bellingham e Harry Kane.

Espanha: a perfeição coletiva que inspira admiração

Para Ana Thaís, a Espanha é o exemplo de um jogo coletivo impecável. A seleção espanhola encantou ao longo do torneio com sua posse de bola, troca de passes e organização tática. “É impossível não admirar o que a Espanha construiu. Eles jogam como uma orquestra, cada um sabe seu papel”, destaca a colunista. A torcida brasileira, acostumada ao futebol-arte, vê na Fúria um reflexo do que poderia ser – mas que, neste ano, ficou apenas no campo do desejo.

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França: individualidades que decidem jogos

Já a França representa o poder das individualidades. Com nomes como Kylian Mbappé e Antoine Griezmann, os franceses têm a capacidade de resolver partidas em momentos decisivos. “A França é a prova de que, no futebol de alto nível, um lampejo de genialidade pode valer mais que 90 minutos de domínio”, analisa a jornalista. Para o brasileiro, ver a França tão perto do título é um lembrete de que o Brasil também já teve suas estrelas – mas que, em 2026, não brilharam na hora certa.

Argentina: garra e a magia de Messi

A Argentina, como sempre, carrega a emoção e a garra que cativam até mesmo os rivais. A presença de Lionel Messi, mesmo em seus últimos suspiros em Copas, é um atrativo à parte. “A Argentina joga com o coração, com a raça. E tem Messi, que é simplesmente mágico”, escreve Ana Thaís. Para muitos brasileiros, torcer contra a Argentina é quase instintivo, mas a admiração pelo futebol do camisa 10 e pela resiliência do time de Lionel Scaloni é inegável.

Inglaterra: a esperança dos brasileiros ‘naturalizados’

Entre as quatro seleções, a Inglaterra talvez seja a que mais desperta simpatia entre os brasileiros que buscam um novo time para torcer. Com Jude Bellingham, um dos melhores jogadores do torneio, e Harry Kane, artilheiro nato, os ingleses têm um futebol moderno e ofensivo. “Vai ter muito brasileiro vestindo a camisa da Inglaterra nesta semifinal. Eu mesma já estou escolhendo meu cantinho para torcer”, brinca a colunista. A esperança é que, ao menos, o futebol apresentado seja digno de uma final.

A Copa do Mundo de 2026, sem o Brasil, perde um pouco de sua graça para o torcedor brasileiro, mas ganha em imprevisibilidade. As semifinais prometem duelos de estilos: a organização espanhola contra a força francesa, e a paixão argentina contra a juventude inglesa. Resta ao brasileiro, com sua “dor de cotovelo”, encontrar motivos para continuar assistindo – e, quem sabe, celebrar um futebol que, mesmo de longe, ainda emociona.

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