PP adota neutralidade na disputa presidencial e frustra Flávio Bolsonaro
PP adota neutralidade e frustra Flávio Bolsonaro

O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), informou a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que o partido adotará posição de neutralidade na disputa pela Presidência nas eleições deste ano, frustrando as expectativas do senador, que buscava apoio da federação da sigla com o União Brasil. A informação foi confirmada por dois aliados do dirigente partidário.

Decisão impacta federação PP-União Brasil

Com a decisão do PP, o União Brasil também deverá adotar neutralidade, já que as duas siglas formalizaram uma federação partidária. Na noite de terça-feira, dirigentes do PP se reuniram com Ciro em Brasília para discutir o cenário e ali ficou acertado que a sigla adotaria neutralidade na disputa nacional. Dessa forma, os diretórios estaduais ficam livres para escolher quais candidatos apoiarão nas eleições. Há estados em que o PP deve caminhar com Flávio, como São Paulo. E em outros, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso da Paraíba.

União Brasil deve seguir neutralidade

Três integrantes da cúpula do PP dizem que, agora, resta ao União Brasil comunicar também que estará neutro. O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, já havia indicado a interlocutores nas últimas semanas que esse deveria ser o cenário adotado. A campanha de Flávio tratava a conversa com Ciro Nogueira como uma última tentativa para reverter a tendência de neutralidade da federação.

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Vice-presidência recusada e desgaste pessoal

Também foi oferecida a vice para a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas ela declinou afirmando que quer disputar a presidência do Senado em 2027. Interlocutores de Ciro afirmam, sob reserva, que o senador, antes entusiasta da aliança com Flávio Bolsonaro, se irritou com a postura do pré-candidato de se afastar dele após o presidente do PP ser alvo de operação da Polícia Federal que investiga suposta atuação do parlamentar para beneficiar Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, Ciro tem negado irregularidades e se queixou a aliados da forma como Flávio tratou o episódio da operação da PF, adotando distanciamento político.

PL busca aproximação com Republicanos

Com a decisão do PP em se manter neutro no plano nacional, o PL deve centrar esforços numa aproximação com o Republicanos para conseguir apoio do partido presidido por Marcos Pereira. A sigla indica adotar neutralidade, mas também avalia se entra ou não na coligação de Flávio. Aliados de Flávio defendem o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e recém-filiada ao Republicanos, como sua vice.

Condições para acordo nacional

As condições para um acordo nacional passariam pelo Republicanos indicar a vice na chapa do PL e pelo apoio do partido de Flávio a candidatos do Republicanos em alguns estados. Mesmo assim, Pereira tem indicado a interlocutores pessimismo com aliança e aponta dificuldades no apoio do PL a candidatos do Republicanos a governadores.

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